sábado, 6 de outubro de 2018

Publicado em O Lado Oculto

AS ELITES CAPITALISTAS ENGENDRAM O FASCISMO NO MUNDO

 2018-10-05

Michel Temer (à direita) abriu o caminho para a ameaça fascista de Bolsonaro com o golpe de 2016

Zillah Branco, especial para O Lado Oculto
O sistema capitalista em ebulição expele uma nata que recobre a sua história com o que há de mais podre: a sua elite política. Mesmo os que sofrem directamente a opressão dos Estados Unidos lamentam que aquele povo pioneiro onde se fundiram várias nacionalidades; que já possuiu invejável condição de vida, atraindo um fluxo emigratório que transportou conhecimentos e capacidade produtiva adquirido em países mais pobres; que digeriu problemas de racismo e escravidão, gerando poderoso movimento negro e verdadeiros democratas com destacados cientistas, artistas, líderes sociais - tenha hoje como presidente um execrável Trump. O mesmo poderemos dizer de outros povos, como o francês, o inglês, que seguem de joelhos o mesmo caminho neoliberal e deformam a cultura dos seus habitantes com os media enlatados.
Ao contrário, os governos progressistas que lutam pela independência das suas nações e pelo desenvolvimento dos seus povos, constroem alternativas mesmo sob os constrangimentos e agressões impostos pelo poder capitalista. Estes são presididos por gente da sua gente, formada com os valores pátrios, como Nicolas Maduro na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Miguel Dias Canel em Cuba, e tantos outros que revelam coragem e respeito pela história que ajudam a construir, como Lula fez no Brasil. Pessoas confiáveis humanamente, que lembram heróis de outros tempos, íntegros, honestos, inteligentes, audazes, com carácter. Exibem valores que desapareceram das cartilhas capitalistas nas quais o "esperto", o "mau", o "fingido", o "prepotente" são os modelos a serem seguidos pelas novas gerações.
No caso do Brasil, o mundo de pensamento livre lamenta mais ainda por ver o povo que teve Lula estar agora sob o governo do insignificante Temer, difícil até de olhar a triste figura, boçal, pérfida, mesquinha, uma nódoa. Que contraste com o que Lula criou! Da alegria, do entusiasmo vivido, da confiança no futuro mergulhámos no lodo putrefacto dos vendilhões da Pátria. Como os paises que foram invadidos por terroristas fardados ou não, os líderes populares e de partidos de esquerda foram também sendo gradualmente assassinados. Contam-se aos milhares os que o Brasil perdeu pelas armas de jagunços civis ou fardados. O agressor escolheu com pinça os que estavam na luta, como Marielle, mas também jovens e crianças pobres, mulheres indefesas, camponoses heróicos. Foi selectiva a ação assassina. É contra os que trabalham para viver e sustentar seus filhos, contra os que estudam para melhor protegerem a natureza e os direitos humanos, contra os que enfrentam a agressão para proteger os indefesos.
Para atingir a maioria com a sua peçonha, Temer e a sua clique destruíram carreiras universitárias, institutos científicos, assistência médica e social; acabaram com a Justiça institucionalizada, corromperam sectores actuantes no Estado, envenenaram a informação social, venderam ao preço da chuva as riquezas nacionais. O fruto foi engendrar o fascismo que se atrelou aos remanescentes da ditadura. A ameaça de crimes e violência generalizada transformou a sociedade num campo minado.
O papel do fascismo mediático

Foram longe demais, empolgados com a imagem que o seu espelho da vaidade reflectia. Infelizmente casaram com a deformação que há décadas o fascismo midiático preparou e hoje assusta os mal informados que, por medo e ignorância, acreditam nas informações mentirosas que a TV e jornais repetem milhões de vezes. Mas surgem novas formas de oposição, como a das mulheres que descobrem que a raiz do machismo castrador está no nazismo; dos estudantes que querem conhecer a verdade científica e humanista e exigem universidades livres; das várias etnias, ao descobrirem que os preconceitos vêm da elite egoísta que defende o seu ouro roubado; da gente pobre que não quer pagar as dívidas feitas pelos ricos egoístas. Torna-se mais claro para todo o planeta que a história sempre resultou do confronto entre a elite exploradora e os trabalhadores lutadores.
Nascem diversos grupos de esquerda mais radicais, mais cristãos, mais intelectuais ou menos racionalistas, que na hora de escolher o governo capaz de vencer o candidato fascista - que carrega a ditadura militar como força antipopular, anti-humana - escolhe o representante de uma esquerda unida que fará alianças com os diferentes grupos populares e sindicalistas para traçar o caminho governamental; mas não com a direita, que só pensa no poder financeiro. Uma esquerda unida, que depois poderá propor parcerias aos que desenvolvem a produção e investem nos programas nacionais, mesmo que ideologicamente sejam ainda reaccionários. A dinâmica de uma nova sociedade onde o povo participa junto ao poder político há-de vencer as oposições de ricos contra pobres, tornando o desenvolvimento nacional a única meta patriótica.
A consciência das mulheres deu um passo histórico na participação política. Ela é bela, ela é mãe, ela ama e defende os seu, ela estuda, ela enfrenta, ela vence acompanhada por quem tiver estatura para ser companheiro na luta diária. Não há Temer, ou Fux, ou um rei, ou um fascista que ela não vença. Ela é o simbolo da Justiça, da República, da Pátria!
O mundo precisa urgentemente de valores éticos, solidariedade, fraternidade para ser organizado com liberdade, para usufruir de todas as diferenças positivas da humanidade. Os virus destruidores devem ser tratados medicamente para poderem ser eliminadas as suas patologias. O que está em causa não é o mercado ou o capital, é a gente que quer viver e construir um planeta com paz.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A vergonha de ficar do lado errado da História


Publicado no Portal Vermelho
05/10/2018

Pense bem antes de escolher os seus candidatos a Presidente e Vice. Está em causa a situação do Brasil, o seu país, a sua Pátria, os mais de 200 milhões de mulheres e homens, de todas as idades, de todas as etnias, com todas as diferenças que enriquecem a humanidade. Você vai somar com os que lutam por um futuro melhor para todos, ou com os egoistas que acumulam as moedas para parecerem fortes e poderem escravisar os mais pobres?

O mundo capitalista está em pandarecos, sem valores éticos, sem justiça, sem saúde e ensino gratuitos, sem previdência para garantir uma velhice tranquila. Trump rosna alto mas não tem coragem de morder quando percebe que a China - o maior país em desenvolvimento no mundo - e a Russia - que herdou um conhecimento militar, tecnológica, de organização do Estado altamente desenvolvido durante o período revolucionário - estão construindo um caminho para o socialismo que incorpora as conquistas do capitalismo na sua fase democrática. Os fascistas de hoje imitam Hitler por desespero, pelo que tinha de monstruoso e violento, como artista de cinema rastaquera, mas esquecem que ele foi eliminado pelo exército vermelho e pelos povos europeus que fizeram a resistência.

De que lado você ficará? O que dirá ao seu filho quando ele quiser saber de que valores precisa para ser um adulto respeitável?

Nelson Mandela, quando foi preso na Africa do Sul e condenado a mais de 20 anos de trabalho forçado por exercer a resistência em defesa da soberania do seu povo, descobriu que "era um símbolo da justiça no tribunal opressor, o representante dos nobres ideais da liberdade, da justiça e democracia numa sociedade que desonrava essas virtudes. Compreendi naquele momento que podia prosseguir a luta dentro da fortaleza do inimigo" (Caminho da Liberdade). Foi assim que se sentiu Lula, quando se deixou sequestrar pela polícia federal. Viu-se fortalecido no seu papel de herói do seu povo, ganhou forças para suportar essa traição do sistema judicial corrompido, ficou abraçado pelos trabalhadores do campo e das cidades, pelos intelectuais nacionais e estrangeiros. A luz que o ilumina vence limites de classe e fronteiras entre nações. Tornou-se o maior símbolo da Paz que o Prêmio Nobel terá de reconhecer!

E você, que está livre, e deve votar para oferecer o seu apoio cidadão? De que lado ficará? Não se trata de uma loteria ou da côr da roupa, é a confirmação do seu valor perante todos, da sua família à toda a humanidade que luta pela sobrevivência e a soberania nacional, perante a sua consciência.

O Brasil tem só dois caminhos: voltar a crescer, corrigindo os erros das nefastas alianças interesseiras, reconstruir os caminhos de apoio às populações mais pobres, à criação de caminhos para desenvolver a educação levando os mais talentosos à formação superior por meio de bolsas de estudo, trazer o atendimento médico a todos os cidadãos, construir habitações condignas para quem está desalojado, reduzir os privilégios dos "tios patinhas e patricinhas" para dar condições de vida aos 200 milhões de brasileiros que trabalham mal remunerados, recuperar as riquezas que o governo Temer ofereceu de bandeja ao imperialismo; ou dobrar mais ainda a espinha, como Temer "et catærva" faz sem esforço (já que gosta de servir ao dono).

O futuro depende de cada voto bem pensado e assumido com consciência de cidadania. Isto significa que você terá de pensar que é responsável pelo caminho do seu próprio desenvolvimento e o da maioria dos que trabalham ou estudam ao seu lado, das crianças e idosos que já viu sofrendo carências, dos que ainda buscam a comida no lixo, dos que diante da violência procuram o suicídio. Do seu voto depende a volta das empresas nacionais - Petrobrás, Embraer, institutos de formação científica etc - (vendidos na feira das vaidades de Temer e seus 40 amigos) para compor o patrimônio dos brasileiros.

Do seu voto depende a realização de referendos populares para restaurar a democracia e aprofundar a organização do Estado "sem portas do cavalo" para funcionários privilegiados perpétuamente, com a recuperação da Justiça, cega mas honrada.

Do seu voto depende o brilho internacional do Brasil alcançado sob a Presidência de Lula que uniu países vizinhos na constituição de uma nova força Latino Americana para vencer centenas de anos da dominação colonial, do desprezo internacional, do roubo permanente pelos ladrões imperiais.

Do seu voto depende o fim da escravidão que assola os paises espezinhados pelo neo-liberalismo que Pinochet introduziu na América do Sul. Compreenda bem o seu papel na História e levante a cabeça porque o futuro depende da coragem de cada um.

Zillah Branco

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A Humanidade reafirma os seu valores


28/09/18 Portal Vermelho

A humanidade hoje renasce da lama asfixiante do capital, como quando conheceu a ferocidade hedionda e criminosos oportunistas produzidos pelo nazismo na segunda grande guerra. Desperta em alguns, heróicas iniciativas para recuperar os princípios éticos e valores humanistas entorpecidos pela novela aburguesada criada pelo sistema capitalista que tem por meta criar uma torre de dinheiro roubado.

Os trabalhadores das empresas multinacionais na Europa aprendem e se solidarizam com seu colegas de nações mais pobres a fazerem greve exigindo os seus direitos nos países onde semelante "voz do povo" não se ouvia. Até na Alemanha, que impera na União Europeia, os funcionários da Ryanair entraram em greve desorganizando a vida dos "migrantes engravatados" que usam aviões para trabalharem todas as semanas.

No Brasil, como por toda América Latina, depois de conhecidos os efeitos nefastos do neocapitalismo, mulheres e homens, de várias etnias e diferentes credos, abandonam as pequenas ambições egocêntricas e unem esforços para impedir que os repetidores do holocausto nazista voltem a se associar aos que "apenas" recusam perder o conforto luxuoso que os separa  das populações trabalhadoras. Uma coisa é ser rico, outra é ser assassino. A direita golpista, que teme a perda do poder para o império fascista, tenta lavar as mãos e a alma ficando, como sempre, no meio do caminho, em cima do muro - um pé cá outro lá, "por cima da rapadura". São os "aliados" de antes, que falam em democracia pensando em como enganar os que são pobres ignorantes, os mesmos que estimularam a invasão da Rússia revolucionária e a destruição do socialismo. Os fariseus de sempre.

São esses covardes que levantaram, através da mídia especialista em "faque news", uma campanha contra as "ditaduras de direita, com Bolsonaro, e de esquerda, com Haddad e Manuela". Exactamente como fizeram os "aliados" durante a segunda guerra, comparando Hitler, defensor do capitalismo e sua elite poderosa, e Stalin que construia o estado socialista com o apoio do seu povo. Naquela época divulgaram as levas de russos que povoaram a Sibéria russa, esquecendo o expurgo dos camponeses e pobres da Inglaterra, França e demais países colonizadores, para as terras do Artico ou os deserto da África para o povoamento das terras alheias. Assim emocionaram um público desinformado omitindo a clara oposição de princípios entre um nazista que destrói o caminho democrático e defende uma elite exploradora, e um revolucionário autoritário que defende a liberdade do povo contra os ataques de todos os oportunistas "aliados".

De jogadores de futebol croatas e seu lider treinador, vitoriosos nos Jogos Mundiais em Moscovo, levanta-se o grito de protesto contra a ignomínia dos atuais políticos que governam um país onde se conheceu a qualidade do sistema socialista e agora desagrega-se na miséria. Oferecem os 23  milhões de dólares conquistados pelo seu valor no desporto para salvar as crianças que hoje morrem na Croácia capitalista amesquinhada. "Escrevo estas linhas por causa da difícil situação da Croácia. A Croácia é o país mais pobre da União Europeia, governado por pessoas más, por por membros de uma organização que já foi declarada criminosa. O povo foi conduzido ao abismo, à miséria, milhões de pessoas abandonaram a sua pátria nos últimos 20 anos", escreveu o treinador Ziatko Dalic.

Das Igrejas - que foram capazes de se unirem a uma só voz no Brasil -  surge a condenação da vergonhosa adesão ao candidado fascista por militantes imperialistas "neopentescostais" (os mesmos que promoveram o ato que enlameou o Parlamento para abrir caminho aos traidores da pátria no desempenho do papel desprezível de destruir, com um empeachment, um governo que arrastava penosamente o caminho de libertação popular introduzido por Lula, amarrado em alianças para agradar a ricos e médios oportunistas do capital).

Hoje, a partir da consciência do que é fundamental na luta, todos os grupos que combatem a exploração e os preconceitos - de género, de origem étnica, de opções pessoais na vida, de vulnerabilidade física por idade ou carências várias - e mesmo aqueles que divergem na formulação intelectual dos problemas que o povo enfrenta mas reconhecem que a luta tem só dois lados antagónicos, dos partidos de esquerda que mantêm debates históricos, da grande maioria dos que enfrentam o sofrimento da vida e percebem que outros ainda sofrem mais - criou-se a unidade dos brasileiros de bem!

E, neste final de campanha, surge a imagem de "Stedille é Lula, Haddad e Manuela" em um abraço que revoluciona o Brasil unindo os camponeses aos intelectuais e trabalhadores democráticos na luta em defesa da integridade nacional.

Afinal, a  gente boa e humanizada no Brasil é a maioria. O difícil é levar as informações corretas a todos eles e apagar as marcas medievais que produzem os medos, deixadas pela mídia rica e reacionária. A Europa está de olho e até torcendo para que vençam Haddad e Manuela, simbolos da unidade da esquerda, para fortalecer os que no mundo rejeitam o fascismo de Trump que também ameaça a estabilidade do velho continente.

Repete-se, em parte, a atitude dos "aliados" que precisaram do Exército Vermelho para derrotar Hitler, mas mantiveram a Guerra Fria até bloquear a Pátria do socialismo na década de 90. Não previram que a Revolução Russa deixaria as sementes que fortalecem os povos na luta pela sua emancipação. Assim é o movimento dialectico na História.

Zillah Branco


 

A Humanidade reafirma os seu valores


A humanidade hoje renasce da lama asfixiante do capital, como quando conheceu a ferocidade hedionda e criminosos oportunistas produzidos pelo nazismo na segunda grande guerra. Desperta em alguns, heróicas iniciativas para recuperar os princípios éticos e valores humanistas entorpecidos pela novela aburguesada criada pelo sistema capitalista que tem por meta criar uma torre de dinheiro roubado.

Os trabalhadores das empresas multinacionais na Europa aprendem e se solidarizam com seu colegas de nações mais pobres a fazerem greve exigindo os seus direitos nos países onde semelhante "voz do povo" não se ouvia. Até na Alemanha, que impera na União Europeia, os funcionários da Ryanair entraram em greve desorganizando a vida dos "migrantes engravatados" que usam aviões para trabalharem todas as semanas.

No Brasil, como por toda América Latina, depois de conhecidos os efeitos nefastos do neocapitalismo, mulheres e homens, de várias etnias e diferentes credos, abandonam as pequenas ambições egocêntricas e unem esforços para impedir que os repetidores do holocausto nazista voltem a se associar aos que "apenas" recusam perder o conforto luxuoso que os separa das populações trabalhadoras. Uma coisa é ser rico, outra é ser assassino. A direita golpista, que teme a perda do poder para o império fascista, tenta lavar as mãos e a alma ficando, como sempre, no meio do caminho, em cima do muro - um pé cá outro lá, "por cima da rapadura". São os "aliados" de antes, que falam em democracia pensando em como enganar os que são pobres ignorantes, os mesmos que estimularam a invasão da Rússia revolucionária e a destruição do socialismo. Os fariseus de sempre.

São esses covardes que levantaram, através da mídia especialista em "faque news", uma campanha contra as "ditaduras de direita, com Bolsonaro, e de esquerda, com Haddad e Manuela". Exatamente como fizeram os "aliados" durante a segunda guerra, comparando Hitler, defensor do capitalismo e sua elite poderosa, e Stalin que construía o estado socialista com o apoio do seu povo. Naquela época divulgaram as levas de russos que povoaram a Sibéria russa, esquecendo o expurgo dos camponeses e pobres da Inglaterra, França e demais países colonizadores, para as terras do Ártico ou os deserto da África para o povoamento das terras alheias. Assim emocionaram um público desinformado omitindo a clara oposição de princípios entre um nazista que destrói o caminho democrático e defende uma elite exploradora, e um revolucionário autoritário que defende a liberdade do povo contra os ataques de todos os oportunistas "aliados".

De jogadores de futebol croatas e seu lider treinador, vitoriosos nos Jogos Mundiais em Moscou, levanta-se o grito de protesto contra a ignomínia dos atuais políticos que governam um país onde se conheceu a qualidade do sistema socialista e agora desagrega-se na miséria. Oferecem os 23 milhões de dólares conquistados pelo seu valor no desporto para salvar as crianças que hoje morrem na Croácia capitalista amesquinhada. "Escrevo estas linhas por causa da difícil situação da Croácia. A Croácia é o país mais pobre da União Europeia, governado por pessoas más, por por membros de uma organização que já foi declarada criminosa. O povo foi conduzido ao abismo, à miséria, milhões de pessoas abandonaram a sua pátria nos últimos 20 anos", escreveu o treinador Ziatko Dalic.

Das Igrejas - que foram capazes de se unirem a uma só voz no Brasil - surge a condenação da vergonhosa adesão ao candidado fascista por militantes imperialistas "neopentescostais" (os mesmos que promoveram o ato que enlameou o Parlamento para abrir caminho aos traidores da pátria no desempenho do papel desprezível de destruir, com um empeachment, um governo que arrastava penosamente o caminho de libertação popular introduzido por Lula, amarrado em alianças para agradar a ricos e médios oportunistas do capital).

Hoje, a partir da consciência do que é fundamental na luta, todos os grupos que combatem a exploração e os preconceitos - de gênero, de origem étnica, de opções pessoais na vida, de vulnerabilidade física por idade ou carências várias - e mesmo aqueles que divergem na formulação intelectual dos problemas que o povo enfrenta mas reconhecem que a luta tem só dois lados antagônicos, dos partidos de esquerda que mantêm debates históricos, da grande maioria dos que enfrentam o sofrimento da vida e percebem que outros ainda sofrem mais - criou-se a unidade dos brasileiros de bem!

E, neste final de campanha, surge a imagem de "Stedille é Lula, Haddad e Manuela" em um abraço que revoluciona o Brasil unindo os camponeses aos intelectuais e trabalhadores democráticos na luta em defesa da integridade nacional.

Afinal, a gente boa e humanizada no Brasil é a maioria. O difícil é levar as informações corretas a todos eles e apagar as marcas medievais que produzem os medos, deixadas pela mídia rica e reacionária. A Europa está de olho e até torcendo para que vençam Haddad e Manuela,símbolos da unidade da esquerda, para fortalecer os que no mundo rejeitam o fascismo de Trump que também ameaça a estabilidade do velho continente.

Repete-se, em parte, a atitude dos "aliados" que precisaram do Exército Vermelho para derrotar Hitler, mas mantiveram a Guerra Fria até bloquear a Pátria do socialismo na década de 90. Não previram que a Revolução Russa deixaria as sementes que fortalecem os povos na luta pela sua emancipação. Assim é o movimento dialectico na História.
* Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.









 Brasil luta pela independência



O Brasil vive momentos de profundas mudanças. Supera as heranças de um passado colonial escravagista e de largo período de domínio estrangeiro. Restou a oligarquia rural que colou no poder nacional com o controle dos agentes financeiros e fortes vínculos, nas áreas industriais e de serviços, com o mercado externo ao serviço do imperialismo.

Com a criação de um Estado republicano e "democrático", a velha oligarquia agrária, apossou-se da República e passou a alternar seus representantes nos sucessivos Governos sempre submissa aos Estados Unidos. Getúlio introduziu o caminho desenvolvimentista criando empresas estatais e a legislação do trabalho. Foi levado ao suicídio por não vencer a pressão externa e da elite oligárquica. Veio o golpe militar com apoio imperialista.

A nascente burguesia que aprendeu a distinguir desenvolvimento de crescimento com a CEPAL(), na defesa nacional contra a ditadura aliou-se aos movimentos populares e lutou pelas suas causas democráticas: liberdade, escola pública, saúde universal, previdência social, legislação trabalhista. A onda democrática minou o poder militar. Do seu partido único ARENA (Aliança Renovadora Nacional) saltou Sarney para o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) da oposição e foi vice de Tancredo Neves na primeira eleição democrática. Tancredo morreu antes da posse deixando o oligárca Sarney como Presidente.

Ulisses Guimarães defendia o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) das tendências neo-capitalistas que cindiram o partido gerando o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Morreu em acidente de avioneta em 1992.

Surge o PT(Partido dos Trabalhadores) como polo de atração para a esquerda desenvolvimentista. Lula trouxe para a luta eleitoral o povo alheio à política elitista. Abriu caminho para a inclusão de todos na vida cidadã e apoiou o empresariado capaz de desenvolver os recursos industriais e o país a nível internacional. E conseguiu. Reduziu os índices de miséria, e promoveu a unidade continental e com outros países. Feriu os interesses hegemônicos imperialistas, representados pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

A elite oligárquica apoiante do PT minou o poder através do controle dos mecanismos financeiros e comerciais, submissa ao mercado global. Impôs o agro-negócio latifundista, as multinacionais sobrepostas à indústria nacional, entregou as instituições sociais do Estado aos privados, destroçou o sistema judiciário e deu novo golpe.

O passo a ser dado agora para eleger novo Governo é a união das esquerdas em defesa de uma plataforma para dar voz ao povo, recuperar as riquezas minerais e geopolíticas alienadas pelos golpistas, cortar o caminho do neo-liberalismo oposto ao desenvolvimento das forças produtivas e à soberania nacional, sem cair nas armadilhas das alianças espúrias.

Zillah Branco

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Globalização e suas contradições


  1. Artigo publicado em OLado Oculto 


O Imperialismo expandiu seus tentáculos amarrados ao capital em processo globalizante. A certeza de que "compravam a consciência planetária com moedas" fez esquecer que os mais ávidos roubam até a própria mãe e que os mais humildes precisam comer para sobreviver. Na verdade, mesmo vestidos de social-democracia anti-revolucionária embarcaram na caravela do neo-capitalismo que saiu recriando a luta de classes com novas feições. De que lado estamos?

Em lugar de estruturarem os Estados para atender às necessidades de desenvolvimento dos seres humanos, criaram cofres de acordo com os interesses bancários que estabelecem um teto exíguo para a educação, a cultura, a saúde, a segurança social, a habitação e os transportes; e as empresas seguiram o mesmo modelo criando cofrinhos com teto para os salários dos trabalhadores e cofre maior para o patronato.

As manifestações de trabalhadores se sucedem exigindo aumentos salariais, estabilidade no emprego, descongelamento de salários, promoção por carreira; e os governantes, com ar compungido dizem "não há dinheiro". Mas todos acompanham os mil processos por corrupção que envolvem patrões e intermediários do sistema financeiro, renovados recheios aos bancos falidos, festas para centenas de basbaques à venda, festas de baixo valor artístico e cultural e altíssimo som, tudo para "alegrar uma humanidade tratada como robôs débeis mentais". Fora Temer, que pretendeu brilhar mais que outros governantes congelando por vinte anos as despesas sociais, sem pensar que passava da conta até mesmo para os seus colegas europeus.

Então surge um Trump que repete discursos da ku-klux-klan e fala grosso como Hitler para  invadir países ricos em petróleo e civilização antiga sem utilizar os seus exércitos agora substituidos por grupos terroristas formados e armados pelos EU e Israel. Foi demais, para quem se preocupa em ser, ou parecer, social-democrata. O mundo perdeu o pé, escorregou nos excessos da austeridade recomendada pelo FMI; a União Europeia tendo herdado o fluxo de fugitivos das invasões da OTAN e as grosserias do parceiro Trump que se pensa o chefe do planeta, enfrentou a saida da Inglaterra da família europeia e revelou as contradições insuperáveis entre acumulação de capital e desenvolvimento produtivo. E como fica a questão dos direitos humanos e os deveres da ONU?

Mas os povos saíram do efeito das drogas transmitidas pela mídia e enxergaram a raiz dos seus males: o imperialismo e o neo-capitalismo. Com a recuperação da capacidade de raciocínio humano resolveram protestar e mudar os governos redefinindo as funções dos Estados. São duas classes: as elites poderosas e os que trabalham para sobreviver.

Resta o problema dos que haviam entrado no caminho dos terroristas e só querem vingança. Mas a maioria respira fundo, assume a responsabilidade que deveria ser dos governantes incompetentes e mal formados e traçam projetos de organização das sociedades e da economia. Afinal a História sempre foi empurrada pelos povos.

Assim está o Brasil nesta campanha eleitoral (que chama a atenção mundial por ter sequestrado o ex-Presidente Lula que tem a maioria dos votos dos brasileiros, e a ultra direita terrorista que aniquilou o centro-direita tradicional) e estão os paises aparentemente bem comportados na Europa (onde os partidos nazistas florescem) e com programas de governo neo-liberais sob a tutela Imperialista.

A corrida dos candidatos já tem deixado alguns pelo caminho que terão de superar a vaidade e escolher a classe que defende a Pátria ou a entrega ao Império que a quer escravizada. O programa que cada candidato defende é mais importante que a sua pessoa, pois o povo está organizado em dezenas de grupos que lutam pela sua emancipação social e o direito a participar na condução da política nacional. A esquerda já deu o primeiro passo com a aliança entre o Partido Comunista do Brasil e o Partido dos Trabalhadores.

A direita radical carrega os militares golpistas na sua legenda. É uma séria ameaça do retorno da ditadura que estava aguardando o momento para voltar.

As análises de várias empresas especializadas em prévias eleitorais têm previsto cerca de 20% para a direita de Bolsonaro agora sendo alcançado e superado por Haddad/Manu depois de Lula ter sido impedido de receber os seus 40% de votos. Seguem Alkymin com 10%, logo abaixo Ciro Gomes, depois Marina e outros com menos. Temos apenas duas
semanas para definir o futuro do Brasil. A situação é clara para quem tem consciência cidadã.


Zillah Branco

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O golpe escraviza o Brasil e mata mais que uma guerra!


Artigo publicado em O Lado Oculto

Lula tornou-se o símbolo de um processo que mostrou ao povo brasileiro ser possível libertar-se das imposições das potências hegemônicas, assumir um papel positivo no cenário internacional e iniciar uma série de transformações sociais que enfrentariam séculos de exclusão e miséria. A Bolsa Família lançada pelo seu governo é um programa divulgado pela ONU e adotado nos países onde a miséria mata mais que as guerras.

Ao analisarmos o legado de Lula, de 2003 a 2016, quando Temer abriu as portas do Brasil à destruição avassaladora, vemos que os prejuizos económicos (com a quebra das iniciativas de produção e emprego e o congelamento por 20 anos dos orçamentos para o setor social), financeiros (com o confisco, pelos bancos, das casas de moradia financiadas a crédito aos trabalhadores agora desempregados e a venda das empresas nacionais), do desenvolvimento cultural (com o corte nos orçamentos das universidades e das bolsas de estudo nos vários níveis do ensino, e das instituições públicas culturais), do desenvolvimento da estrutura de produção do Estado (com o desmonte para privatização da construção naval, da Embraer, da Petrobrás, e de mais de 7 mil obras públicas), da atenção à saùde, da quebra da Bolsa Família e das múltiplas iniciativas para fomentar a pequena empresa ou cooperativa de produção, o corte de auxílios e aposentadoria por invalidez, com a destruição não só do sistema judiciário que promovia a inclusão de milhões de brasileiros nos benefícios da cidadania mas da própria Justiça Social que era a base do desenvolvimento humano do povo brasileiro, vemos que o aumento da mortalidade infantil e materna, de jovens abandonados aos bandos criminosos, de familias deixadas à fome, de suicídios e desvarios, de enfermos sem tratamentos, tende a ser maior do que em guerras e prolongam-se por anos afora reduzindo um país potencialmente rico a escombros. As estatísticas registaram 63 mil homicidios por ano.

O crime cometido pelos golpistas ultrapassa em muito a de agressores armados que invadem um território. É hediondo.

A ONU dá o testemunho de que o Brasil conseguira, com o combate à miséria, retirar 42 milhões de pessoas da fome, mas que depois do golpe, em 2018, já perdeu esta conquista. A queda da mortalidade infantil que baixou para a taxa de 14,1 óbitos por mil nascidos e a redução em 25% dos óbitos maternos em relação a 2001, que aproximou o Brasil das condições de países desenvolvidos, desvaneceu-se em meio às multiplas catástrofes económicas e sociais.

O desemprego, que entre 2003 e 2004 passou de 12% para 4,5% acompanhado de melhor distribuição de renda com o aumento do salário mínimo em 71,5% produziram o aumento de consumo dos produtos essenciais que animou a indústria e a comercialização de produtos básicos e de alimentos. Com o desmonte das conquistas sociais, 23,3 milhões de cidadãos (11,2% da população) foram desempregados com graves repercussões em todo o sistema económico nacional e a multiplicação de confiscos de casas e bens pelos bancos credores que se beneficiaram.

Evidentemente, o aumento da miséria e a perda de direitos trabalhistas e sociais que todo o povo experimentou, prejudicou o equilíbrio psíquico que derivava da alegria e da esperança conhecidas. A violência - instigada pelos grupos criminosos alimentados pelo tráfico de drogas organizado a nível imperial e pelo comportamento terrorista dos actuais repressores formados pela CIA - encontra solo fértil na decepção com os atuais governantes e no ódio aos traidores do povo e da pátria. É o que espera a direita fascista representada por Bolsonaro.

Os brasileiros sentem-se hostilizados como seres humanos, diante do desaparecimento de recursos de Justiça institucionalizada e sob um governo ilegal que atropela a Constituição e vende a riqueza nacional ao preço da chuva para agradar subalternamente os patrões estrangeiros liderados por Trump. Como se assistissem impotentes, de um momento para outro, a um assalto à sua casa por fascínoras e delinquentes.

Tentaremos apenas enunciar as áreas que com os programas de Lula transformaram o atraso e a miséria de um Brasil submetido a um sistema de exploração do capital estrangeiro em uma pátria soberana para o seu povo trabalhador, comparando com os efeitos da destruição imperdoavel do golpe perpetrado por uma direita fascista que corroeu o Estado de Direito e vendeu ao desbarato a riquesa nacional. Analisar cada uma delas daria um ou vários livros.

Estamos diante de uma experiência de sucesso desde o primeiro ano, 2003, em que foram aplicadas políticas que valorizam o Trabalho contra a exploracão do Capital, desenvolvem uma Nação soberana frente ao Imperialismo escravizador privilegia a maioria dos cidadãos face a uma elite excludente responsável pelos preconceitos contra as mulheres, as etnias, os cidadãos vitimados por deficiências, as crianças escravizadas, os jovens sujeitos a uma orientação perniciosa da média que impinge os modelos de robôs ducteis aos comandos expoliadores. Caminhava-se na contrução de uma sociedade éticamente limpa na qual a igualdade promove a fraternidade.

A riqueza natural do território permitiu a aplicação de projectos como o fortalecimento da Petrobrás com a descoberta do gigantesco campo de petróleo, em 2007; o aproveitamento do Aquífero Guaraní com 840 mil km2 no subsolo brasileiro; o fortalecimento da Eletrobrás; o crescimento do BNDES para financiar pequenas e médias empresas e projetos de interesse social (como o da Casa Própria) com juros possíveis aos trabalhadores; a implementação de empresas voltadas para a defesa nacional como a EMBRAER na construção de aviões e a indústria naval com milhares de empregos; a cooperação com os demais países em desenvolvimento na América Latina com organismos como o MERCOSUL, a UNASUL a CELAC, incentivou a comercialização e planos de produção de alimentos e produtos industriais além de estreitar os laços de solidaredade, intercâmbio cultural e defesa da paz; organizações multilaterais, com África, Ásia e Oriente Médio, a participação no BRICS; desenvolvimento do serviço universal de saúde - SUS - com os programas "Mais Médicos" e "Farmácia Popular"; levar água e luz elétrica a todas as habitações; ampliação do sistema de ensino a partir das creches até o nível universitário com a criação de 18 Universidades Federais e 500 Escolas Tecnicas por todo o território, e promoção do intercâmbio internacional; a aplicação da Lei de Cotas para vencer os preconceitos que excluiam as vítimas de preconceitos sociais, e distribuição de bolsas para alunos das escolas públicas com bom aproveitamento e dificuldades financeiras.

O ódio dos golpistas que destruiram o sistema judiciário para sequestrarem o ex-Presidente Lula impedindo a sua reeleição exigida por mais de 40% dos eleitores tem explicação nas duas vertentes por ele criadas: o desenvolvimento social democrático que permite a inclusão de todos os brasileiros nos benefícios de cidadania garantidos por um Estado de Direito e o fortalecimento de uma Nação independente e soberana que não se submete ao plano geopolítico de hegemonia na região latino-americana, do imperialismo liderado pelos Estados Unidos.

Zillah Branco