Escrevo, comento, opino, analiso em busca de uma linguagem mais simples e direta, mais compreensível. Assumo as minhas idéias e gosto de discuti-las. Aceito as diferenças e recuso os preconceitos e o autoritarismo. Respeito a vida, a natureza, a humanidade, as culturas e as filosofias coerentes com a paz.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
O combate ao fascismo exige coragem e dignidade
O povo brasileiro tem aprendido muito nesta campanha eleitoral. Um verdadeiro curso superior de ciência política com mestrado em "traços culturais e história nacional", para poder superar os atrasos que há mais de 300 anos o Estado, desenhado pelas oligarquias latifundiárias e os neo-liberais que passaram pelo Governo Federal, mantem para conservar uma desigualdade social e económica das mais altas no mundo.
Os que nesta campanha eleitoral enfrentaram a luta, deram passos gigantescos no entendimento das matérias, uns para compreender os discursos de intelectuais e políticos de esquerda e outros para traduzirem o jargão acadêmico e respeitarem o idioma popular. Este é um extraordinário acordo que aproxima estratos sociais diferentes. Ultrapassa a gramática, entra na capacidade de compreender o que é táctica e estratégia na campanha popular pela democracia, une as realidades dos doutores e dos analfabetos e obriga a ter uma paciência de santo para conversar com os que ficam em cima do muro ou que papagueiam os ensinamentos da TV ou das missas profanas da Igreja/Partido pentecostal.
Não é fácil, principalmente porque a média oficial divulga uma enxurrada de "fake news" e a direita fascista de Bolsonaro utiliza todas as formas de agressão verbal e física chegando à tortura e ao assassinato. Em pouco tempo foram contabilizados 60 ataques nas ruas, em nome de Bolsonaro e seu vice (general da ala militar considerada "linha dura" da antiga ditadura de 64), com um morto na Bahia e uma jovem, em Portalegre, que teve gravada com canivete uma cruz suástica no corpo por usar um símbolo da democracia na camiseta, alem de tentativas de atropelamento nas ruas das cidades maiores e ameaças de morte a um professor da Faculdade de Arquitetura. Até a Globo sentiu-se forçada a dar algumas notícias sobre a violência bolsonarista.
Os mais velhos têm a memória do ódio e do medo que o Brasil sofreu entre1964 a 1985, quando conquistou o direito a votar para os órgãos de governo. Até hoje sofremos com o relato das torturas e assassinatos praticados impunemente durante 21 anos nos calabouços da Polícia política. Muitos ainda recordam os sustos com os cercos policiais nas universidades, as invasões domiciliares para procurar foragidos, as corridas nas ruas para escapar à cavalaria no centro das cidades, o medo de que as crianças fossem raptadas para servirem aos chantagistas como forma de pressão contra os pais. Tudo isso agora é trazido por Bolsonaro e seu vice, para destruir a democracia que Lula começara a consolidar nos poucos anos de governo que construiu e para revogar as conquistas iniciais que elevavam o nível de formação dos trabalhadores, que permitiam acesso aos cuidados médicos e aos cursos universitários a todas as etnias que compõem o povo brasileiro, que combatia a fome e as terríveis desigualdades sociais e económicas existente em um país rico, que desenvolvia uma economia nacional que servia de lastro para manter a soberania respeitada mundialmente.
Mesmo os que nasceram depois do final (aparente) da ditadura, quando a violência ficou sob a responsabilidade de grupos de bandidos e traficantes de drogas ligados ao exterior, perceberam que a liberdade de vida e de expressão das próprias idéias, está em causa. Daí a adesão aos inúmeros debates sobre democracia, representação de classes sociais, defesa de associações populares, o fortalecimento dos sindicatos, os conceitos humanistas que devem ser exigidos a quem exerce a política em representação popular, a história nacional. Haddad tem participado sempre que a média convida os candidatos para debaterem os seus programas, mas Bolsonaro recusa alegando os problemas de saúde. Até mesmo na TV Bandeirante, que pertence ao Bispo Macedo da Igreja Evangélica, Haddad foi e Bolsonaro fugiu. O seu vice, General Mourão, já declarou que estará presente na posse do Presidente eleito em representação de Bolsonaro que terá de sofrer nova intervenção cirúrgica em Janeiro de 2019. Estará tudo programado pela velha ditadura com o aval eleitoral. Veremos o resultado no dia 28 deste mês.
No primeiro turno eleitoral a direita tradicional, o centrão, ficou totalmente desmoralizada, vencida pelo exibicionismo de violência, petulância e ódio, do seu parceiro extremado. Com o orgulho ferido os candidatos vaidosos que perderam foram espairecer em Paris. Assim fez Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes. Outros, talvez sem dinheiro para o exilio de luxo, ficaram em cima do muro (que já tinha os que se abstiveram de votar, uns 30 milhões de almas penadas). Mesmo ficando claro que os candidatos perdedores têm um ego que contraria a dignidade e o patriotismo, exige-se muito estomago e paciência convidá-los a participar da luta popular. Mas será preciso, pois eles têm que descer do muro e escolher se ficam contra o Brasil democrático ou a favor de uma ditadura fascista que fará a Nação retroceder dezenas de anos.
As formas de corrupção usadas pelo imperialismo para inventar o golpe de Temer agora secam. Os corruptos, além de perderem os dolares vão perder os empregos no Estado e as mordomias do poder. Muitos vão para Miami correndo o risco de ficarem na fronteira como imigrantes indesejáveis. E aí? De que lado ficam? Façam de conta, pelo menos, que têm dignidade e que, modestamente, colaboram com o que consideraram a "ralé" democrática do seu país. Os lutadores de sempre, democratas de verdade, não os tratarão como covardes. Ficarão estóicamente ao lado, rememorando no rico vocabulário dos pobres, e dando um sorriso discreto.
O perfil heróico de Lula ilumina os seus defensores com o elevado sentido de honra, de solidariedade humana, de modéstia, de integridade, de compreensão da História que modela com egoismo os setores mais beneficiados da sociedade. Tal como outros heróis mundiais - Gandhi, Mandela, Amilcar Cabral, Fidel Castro, Chaves e Maduro, Evo Morales, e tantos outros - Lula aceitou a prisão para permanecer junto ao seu povo afirmando que não praticaria o suicídio, como Getúlio em 1954, e seria apenas "um pensamento" na luta eleitoral.
A sua figura atingiu a dimensão de um mito, com a grandeza que poucos governantes alcançam, um modelo humanista exemplar. Nasceu pobre, passou fome, emigrou do nordeste árido para São Paulo com os irmãos e a mãe - que conseguia sustentar a família como empregada doméstica. Mandou-os para a escola e formou com dignidade a cabeça inteligente de Lula que cresceu estudando a realidade que o envolvia e buscando explicações teóricas junto aos intelectuais democráticos no movimento sindical.
Assim foi formado o melhor Presidente que o Brasil já teve. Por isso mesmo é perseguido pelos golpistas e sequestrado por um sistema judicial corrompido.
Zillah Branco
sábado, 13 de outubro de 2018
Fascismo avança empurrado pela comunicação
Zillah Branco,
especial para O Lado Oculto
Ao conhecermos Haddad na sua trajectória durante o governo Lula no Brasil ficámos impressionados com a formação cultural que tem, a partir da educação familiar com o respeito pelos valores éticos e de sociabilidade, com um casamento feliz porque baseado no respeito mútuo que alimenta o amor, e com vários cursos universitários que reuniram o conhecimento das leis e da administração pública a uma permanente consulta aos trabalhadores e aos que sofrem discriminações por diferentes preconceitos. Este devia ser o curso básico de qualquer governante em qualquer país.
Nelson Mandela, com uma origem tão diferente, coincide no geral com Haddad. Não sendo comunista, procurou conhecer a doutrina que os ativistas daquele partido de esquerda praticavam para somar-se à sua luta contra a opressão; sendo negro buscou compreender os brancos, os indianos, para compreender os laços que existiam entre as comunidades e as etnias no combate à opressão.
Hoje Mandela é homenageado na ONU por todos, inclusive pelo Presidente de Portugal, pelas qualidades superiores daquele líder africano. Talvez isto ocorra porque já morreu, mas o que gravamos é o elogio às qualidades, muitas das quais são idênticas às de Fernando Haddad.
No entanto, os media internacionais desvirtuam as informações sobre a luta contra o golpe e o fascismo no Brasil com as suas habituais "fake news" e as suas montagens de cenários novelescos a que se prestam corruptos personagens (como tem feito a TV em Portugal e no Brasil).
Não é de admirar que a "boca e o cérebro" do sistema do capital condenem Fernando Haddad (do PT) e Manuela d'Avila (do PC do B) que fraternalmente uniram os seus camaradas numa luta desenvolvida através de todo o extenso território brasileiro, para contactar todos os grupos sociais e conhecer os seus problemas reais. A elite poderosa do capital é antagónica em relação aos princípios democráticos que defendem a igualdade de condições de vida para toda a população, pois que a verdadeira democracia só será possível aplicando a riqueza da produção nacional no desenvolvimento social e económico, e não na acumulação bancária.
Hoje Mandela é homenageado na ONU por todos, inclusive pelo Presidente de Portugal, pelas qualidades superiores daquele líder africano. Talvez isto ocorra porque já morreu, mas o que gravamos é o elogio às qualidades, muitas das quais são idênticas às de Fernando Haddad.
No entanto, os media internacionais desvirtuam as informações sobre a luta contra o golpe e o fascismo no Brasil com as suas habituais "fake news" e as suas montagens de cenários novelescos a que se prestam corruptos personagens (como tem feito a TV em Portugal e no Brasil).
Não é de admirar que a "boca e o cérebro" do sistema do capital condenem Fernando Haddad (do PT) e Manuela d'Avila (do PC do B) que fraternalmente uniram os seus camaradas numa luta desenvolvida através de todo o extenso território brasileiro, para contactar todos os grupos sociais e conhecer os seus problemas reais. A elite poderosa do capital é antagónica em relação aos princípios democráticos que defendem a igualdade de condições de vida para toda a população, pois que a verdadeira democracia só será possível aplicando a riqueza da produção nacional no desenvolvimento social e económico, e não na acumulação bancária.
O papel das organizações religiosas
Os media alternativos que se desenvolvem militantemente no Brasil, e com a solidariedade possível à esquerda, conseguem divulgar a verdade que orgulha os lutadores em todo o mundo. Muitos líderes estrangeiros têm dado o seu apoio a esta luta - que tem como herói o ex-Presidente Lula, sequestrado pelos polícias do golpe de Temer que calaram o sistema judicial para eliminar a honra do Estado - e permitem aos vários canais de comunicação, que já se expandem na Europa e no mundo como "antídoto às fake news", uma nova proposta de convívio entre pessoas de bem para corrigir as armas de uma elite poderosa que valoriza apenas o poder desumano e retrógrado do dinheiro.
A influência da CIA sobre os media globais deteriora a formação cultural das populações e estupidifica as novas gerações, que são privadas de um ensino adequado para seres humanos positivos e de uma base cultural humanística. Instauraram uma formação de autistas ou de alienados capazes de seguir os piores exemplos dos filmes terroristas que se multiplicaram nos últimos anos.
O exemplo de isenção ideológica, na América Latina, tem sido dado pelas igrejas cristãs, unidas às que têm crenças diferentes (de acordo com as histórias dos seus povos), e pelas mensagens do Papa e de tantas personalidades respeitáveis de várias nações.
E de organismos da ONU. É um apoio benéfico à luta que o povo brasileiro desenvolveu nestas eleições pelo regresso a um governo democrático.
Mas a Igreja Evangélica, criada nos Estados Unidos como braço do imperialismo, transformou os actos de culto em comícios para promover o fascismo e conduzir os cidadãos mais desamparados e sem formação social ao combate à esquerda, recorrendo aos velhos preconceitos anti-revolucionários do tempo de Hitler. Dessa forma, o candidato da velha ditadura, o terrorista Bolsonaro, alcançou 46% dos votos.
Haddad e Manuela, com 29% dos votos receberão agora o apoio de Ciro Gomes e Guilherme Boulos, que se aproxima de 13%, e farão uma campanha de esclarecimento popular orientada pela herança das presidências de Lula, com o objectivo de reduzir as abstenções e clarificar as dúvidas de uma camada jovem que não conheceu a ditadura e embarcou nas falsas promessas de Bolsonaro e do Partido/Igreja Evangélica.
Do centro-direita onde se posicionam Geraldo Alckmin e outros perdedores também poderá sair um significativo número de votos de antifascistas que antes aderiram ao golpe.
É difícil prever o que vai acontecer na segunda volta, mesmo com a possibilidade de vitória da democracia, pois a ditadura com Bolsonaro à cabeça apenas tenta ser eleita para evitar a necessidade de usar a força. Será necessário um apoio internacional para que o fascismo não tenha hipóteses de regressar através de uma ditadura mascarada.
A influência da CIA sobre os media globais deteriora a formação cultural das populações e estupidifica as novas gerações, que são privadas de um ensino adequado para seres humanos positivos e de uma base cultural humanística. Instauraram uma formação de autistas ou de alienados capazes de seguir os piores exemplos dos filmes terroristas que se multiplicaram nos últimos anos.
O exemplo de isenção ideológica, na América Latina, tem sido dado pelas igrejas cristãs, unidas às que têm crenças diferentes (de acordo com as histórias dos seus povos), e pelas mensagens do Papa e de tantas personalidades respeitáveis de várias nações.
E de organismos da ONU. É um apoio benéfico à luta que o povo brasileiro desenvolveu nestas eleições pelo regresso a um governo democrático.
Mas a Igreja Evangélica, criada nos Estados Unidos como braço do imperialismo, transformou os actos de culto em comícios para promover o fascismo e conduzir os cidadãos mais desamparados e sem formação social ao combate à esquerda, recorrendo aos velhos preconceitos anti-revolucionários do tempo de Hitler. Dessa forma, o candidato da velha ditadura, o terrorista Bolsonaro, alcançou 46% dos votos.
Haddad e Manuela, com 29% dos votos receberão agora o apoio de Ciro Gomes e Guilherme Boulos, que se aproxima de 13%, e farão uma campanha de esclarecimento popular orientada pela herança das presidências de Lula, com o objectivo de reduzir as abstenções e clarificar as dúvidas de uma camada jovem que não conheceu a ditadura e embarcou nas falsas promessas de Bolsonaro e do Partido/Igreja Evangélica.
Do centro-direita onde se posicionam Geraldo Alckmin e outros perdedores também poderá sair um significativo número de votos de antifascistas que antes aderiram ao golpe.
É difícil prever o que vai acontecer na segunda volta, mesmo com a possibilidade de vitória da democracia, pois a ditadura com Bolsonaro à cabeça apenas tenta ser eleita para evitar a necessidade de usar a força. Será necessário um apoio internacional para que o fascismo não tenha hipóteses de regressar através de uma ditadura mascarada.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Democracia, Já!
Pubicado no Portal Vermelho
08/10/18
Saudosa memória da imensa manifestação "DIRETAS,JÁ!" que meteu no fundo da gaveta da História a ditadura fascista de 64! Mas precisamos lembrar que a geração de novos eleitores, que agora votaram, eram bebês ou crianças naquela época.
Esta juventude talvez não saiba o que é fascismo, mas eles e elas que agora votam, devem ter ouvido falar em repressão, perda de liberdade, invasão de casas familiares e escolas, prisões e torturas, assassinatos de militantes democratas, comunistas e petistas, ou mesmo alguns membros do PMDB que lutavam contra a ditadura. Este horror que dominou o Brasil por 21 anos é o programa que o ex-capitão Bolsonaro defende para ocupar o lugar de Presidente do Brasil. Ele é a ponta de lança da ditadura retrógrada.
Os apoiantes de Haddad e Manuela consideram uma necessidade urgente a de lutarem para que a ditadura, com Bolsonaro, NUNCA MAIS VOLTE AO NOSSO PAÍS!. Por isso apelam a cada uma e a cada um dos eleitores para que pensem com o cérebro e o coração na responsabilidade que temos de limpar o Brasil dos crimes do golpe que anulou a democracia, destruiu o sistema de Justiça, vendeu as riquezas nacionais a troco de bananas, congelou os orçamentos da saúde, do ensino, da segurança social, entregou a polícia federal aos subalternos da CIA que organizaram o governo golpista de Temer.
Porque Lula é o nosso herói? Porque é um brasileiro representante da maioria dos brasileiros nascido na miséria, passou fome quando criança, fez-se homem com a ajuda de familares, começou a trabalhar ainda criança, cultivou a honra inspirado no exemplo da sua mãe, formou-se na vida de trabalho como sindicalista para ajudar os demais companheiros de vida e de luta. Vejam o filme que está na internet (sobre a História de vida de Lula).
Pelas suas qualidades aprendeu a pensar na organização da sua pátria sem desigualdades, foi eleito Presidente da República por mérito próprio. Revelou-se um estadista reconhecido em todo o mundo - na Europa rica, nos Estados Unidos, na América Latina e Caribe, na África e na Ásia. Recebeu elogios da ONU, a qual passou a levar os seus planos aplicados no Brasil para combater a fome em países mais pobres - com a Bolsa Família - na criação de bolsas de estudo para que os mais pobres pudessem estudar e contribuir com a sua inteligência no desenvolvimento das ciências, da arte, das técnicas a nível superior, - na efectiva expansão do SUS (sistema universal de saúde) e da segurança social, no aumento do salário mínimo nacional, na ligação da reforma agrária com a alimentação escolar, no controle dos preços da alimentação básica, no transporte público, na irrigação das zonas secas do país, na construção de casas financiadas pelos bancos com prestações compatíveis com o rendimento familiar, na canalização de água e energia elétrica domiciliar. Não teve tempo para corrigir todas as maldades provocadas por governantes de famílias oligárquicas que há 300 anos impediram o desenvolvimento de uma nação rica e povoada por bons cidadãos, que são escravisados pelos impérios colonizadores e recolhem as riquezas nos bancos privados.
O mundo inteiro tem sido vitimado pela ambição de uma elite poderosa que impōe as injustiças do sistema capitalista. Diante dos êxitos alcançados por Lula e outros heróis mundiais, organizaram uma sabotagem financeira para destroçar os países que constroem a sua soberania por processoa históricos inspirados no modelo que as revoluçôes socialistas de mostraram ser possível uma alternativa ao sistema capitalista no século vinte. Assim ocorre com Cuba e Venezuela, para só mencionar os mais próximos.
Nessas tres semanas, a partir de hoje dia 8 de Outubro, temos de despertar todos os eleitores do Brasil para a responsabilidade de conduzirem a pátria ao lado certo da História com o voto na democracia. Não desanimem, acreditem no poder de um povo unido consciente da luta que obrigará o governo a cumprir um projeto de desenvolvimento do povo e da produção nacional para reter as riquesas e afirmar a soberania perante o mundo, de um Brasil progressista!
Zillah Branco
sábado, 6 de outubro de 2018
Publicado em O Lado Oculto
AS ELITES CAPITALISTAS ENGENDRAM O FASCISMO NO MUNDO
2018-10-05

Zillah Branco, especial para O Lado Oculto
O sistema capitalista em ebulição expele uma nata que recobre a sua história com o que há de mais podre: a sua elite política. Mesmo os que sofrem directamente a opressão dos Estados Unidos lamentam que aquele povo pioneiro onde se fundiram várias nacionalidades; que já possuiu invejável condição de vida, atraindo um fluxo emigratório que transportou conhecimentos e capacidade produtiva adquirido em países mais pobres; que digeriu problemas de racismo e escravidão, gerando poderoso movimento negro e verdadeiros democratas com destacados cientistas, artistas, líderes sociais - tenha hoje como presidente um execrável Trump. O mesmo poderemos dizer de outros povos, como o francês, o inglês, que seguem de joelhos o mesmo caminho neoliberal e deformam a cultura dos seus habitantes com os media enlatados.
Ao contrário, os governos progressistas que lutam pela independência das suas nações e pelo desenvolvimento dos seus povos, constroem alternativas mesmo sob os constrangimentos e agressões impostos pelo poder capitalista. Estes são presididos por gente da sua gente, formada com os valores pátrios, como Nicolas Maduro na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Miguel Dias Canel em Cuba, e tantos outros que revelam coragem e respeito pela história que ajudam a construir, como Lula fez no Brasil. Pessoas confiáveis humanamente, que lembram heróis de outros tempos, íntegros, honestos, inteligentes, audazes, com carácter. Exibem valores que desapareceram das cartilhas capitalistas nas quais o "esperto", o "mau", o "fingido", o "prepotente" são os modelos a serem seguidos pelas novas gerações.
No caso do Brasil, o mundo de pensamento livre lamenta mais ainda por ver o povo que teve Lula estar agora sob o governo do insignificante Temer, difícil até de olhar a triste figura, boçal, pérfida, mesquinha, uma nódoa. Que contraste com o que Lula criou! Da alegria, do entusiasmo vivido, da confiança no futuro mergulhámos no lodo putrefacto dos vendilhões da Pátria. Como os paises que foram invadidos por terroristas fardados ou não, os líderes populares e de partidos de esquerda foram também sendo gradualmente assassinados. Contam-se aos milhares os que o Brasil perdeu pelas armas de jagunços civis ou fardados. O agressor escolheu com pinça os que estavam na luta, como Marielle, mas também jovens e crianças pobres, mulheres indefesas, camponoses heróicos. Foi selectiva a ação assassina. É contra os que trabalham para viver e sustentar seus filhos, contra os que estudam para melhor protegerem a natureza e os direitos humanos, contra os que enfrentam a agressão para proteger os indefesos.
Para atingir a maioria com a sua peçonha, Temer e a sua clique destruíram carreiras universitárias, institutos científicos, assistência médica e social; acabaram com a Justiça institucionalizada, corromperam sectores actuantes no Estado, envenenaram a informação social, venderam ao preço da chuva as riquezas nacionais. O fruto foi engendrar o fascismo que se atrelou aos remanescentes da ditadura. A ameaça de crimes e violência generalizada transformou a sociedade num campo minado.
No caso do Brasil, o mundo de pensamento livre lamenta mais ainda por ver o povo que teve Lula estar agora sob o governo do insignificante Temer, difícil até de olhar a triste figura, boçal, pérfida, mesquinha, uma nódoa. Que contraste com o que Lula criou! Da alegria, do entusiasmo vivido, da confiança no futuro mergulhámos no lodo putrefacto dos vendilhões da Pátria. Como os paises que foram invadidos por terroristas fardados ou não, os líderes populares e de partidos de esquerda foram também sendo gradualmente assassinados. Contam-se aos milhares os que o Brasil perdeu pelas armas de jagunços civis ou fardados. O agressor escolheu com pinça os que estavam na luta, como Marielle, mas também jovens e crianças pobres, mulheres indefesas, camponoses heróicos. Foi selectiva a ação assassina. É contra os que trabalham para viver e sustentar seus filhos, contra os que estudam para melhor protegerem a natureza e os direitos humanos, contra os que enfrentam a agressão para proteger os indefesos.
Para atingir a maioria com a sua peçonha, Temer e a sua clique destruíram carreiras universitárias, institutos científicos, assistência médica e social; acabaram com a Justiça institucionalizada, corromperam sectores actuantes no Estado, envenenaram a informação social, venderam ao preço da chuva as riquezas nacionais. O fruto foi engendrar o fascismo que se atrelou aos remanescentes da ditadura. A ameaça de crimes e violência generalizada transformou a sociedade num campo minado.
O papel do fascismo mediático
Foram longe demais, empolgados com a imagem que o seu espelho da vaidade reflectia. Infelizmente casaram com a deformação que há décadas o fascismo midiático preparou e hoje assusta os mal informados que, por medo e ignorância, acreditam nas informações mentirosas que a TV e jornais repetem milhões de vezes. Mas surgem novas formas de oposição, como a das mulheres que descobrem que a raiz do machismo castrador está no nazismo; dos estudantes que querem conhecer a verdade científica e humanista e exigem universidades livres; das várias etnias, ao descobrirem que os preconceitos vêm da elite egoísta que defende o seu ouro roubado; da gente pobre que não quer pagar as dívidas feitas pelos ricos egoístas. Torna-se mais claro para todo o planeta que a história sempre resultou do confronto entre a elite exploradora e os trabalhadores lutadores.
Nascem diversos grupos de esquerda mais radicais, mais cristãos, mais intelectuais ou menos racionalistas, que na hora de escolher o governo capaz de vencer o candidato fascista - que carrega a ditadura militar como força antipopular, anti-humana - escolhe o representante de uma esquerda unida que fará alianças com os diferentes grupos populares e sindicalistas para traçar o caminho governamental; mas não com a direita, que só pensa no poder financeiro. Uma esquerda unida, que depois poderá propor parcerias aos que desenvolvem a produção e investem nos programas nacionais, mesmo que ideologicamente sejam ainda reaccionários. A dinâmica de uma nova sociedade onde o povo participa junto ao poder político há-de vencer as oposições de ricos contra pobres, tornando o desenvolvimento nacional a única meta patriótica.
A consciência das mulheres deu um passo histórico na participação política. Ela é bela, ela é mãe, ela ama e defende os seu, ela estuda, ela enfrenta, ela vence acompanhada por quem tiver estatura para ser companheiro na luta diária. Não há Temer, ou Fux, ou um rei, ou um fascista que ela não vença. Ela é o simbolo da Justiça, da República, da Pátria!
O mundo precisa urgentemente de valores éticos, solidariedade, fraternidade para ser organizado com liberdade, para usufruir de todas as diferenças positivas da humanidade. Os virus destruidores devem ser tratados medicamente para poderem ser eliminadas as suas patologias. O que está em causa não é o mercado ou o capital, é a gente que quer viver e construir um planeta com paz.
Nascem diversos grupos de esquerda mais radicais, mais cristãos, mais intelectuais ou menos racionalistas, que na hora de escolher o governo capaz de vencer o candidato fascista - que carrega a ditadura militar como força antipopular, anti-humana - escolhe o representante de uma esquerda unida que fará alianças com os diferentes grupos populares e sindicalistas para traçar o caminho governamental; mas não com a direita, que só pensa no poder financeiro. Uma esquerda unida, que depois poderá propor parcerias aos que desenvolvem a produção e investem nos programas nacionais, mesmo que ideologicamente sejam ainda reaccionários. A dinâmica de uma nova sociedade onde o povo participa junto ao poder político há-de vencer as oposições de ricos contra pobres, tornando o desenvolvimento nacional a única meta patriótica.
A consciência das mulheres deu um passo histórico na participação política. Ela é bela, ela é mãe, ela ama e defende os seu, ela estuda, ela enfrenta, ela vence acompanhada por quem tiver estatura para ser companheiro na luta diária. Não há Temer, ou Fux, ou um rei, ou um fascista que ela não vença. Ela é o simbolo da Justiça, da República, da Pátria!
O mundo precisa urgentemente de valores éticos, solidariedade, fraternidade para ser organizado com liberdade, para usufruir de todas as diferenças positivas da humanidade. Os virus destruidores devem ser tratados medicamente para poderem ser eliminadas as suas patologias. O que está em causa não é o mercado ou o capital, é a gente que quer viver e construir um planeta com paz.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
A vergonha de ficar do lado errado da História
Publicado no Portal Vermelho
05/10/2018
Pense bem antes de escolher os seus candidatos a Presidente e Vice. Está em causa a situação do Brasil, o seu país, a sua Pátria, os mais de 200 milhões de mulheres e homens, de todas as idades, de todas as etnias, com todas as diferenças que enriquecem a humanidade. Você vai somar com os que lutam por um futuro melhor para todos, ou com os egoistas que acumulam as moedas para parecerem fortes e poderem escravisar os mais pobres?
O mundo capitalista está em pandarecos, sem valores éticos, sem justiça, sem saúde e ensino gratuitos, sem previdência para garantir uma velhice tranquila. Trump rosna alto mas não tem coragem de morder quando percebe que a China - o maior país em desenvolvimento no mundo - e a Russia - que herdou um conhecimento militar, tecnológica, de organização do Estado altamente desenvolvido durante o período revolucionário - estão construindo um caminho para o socialismo que incorpora as conquistas do capitalismo na sua fase democrática. Os fascistas de hoje imitam Hitler por desespero, pelo que tinha de monstruoso e violento, como artista de cinema rastaquera, mas esquecem que ele foi eliminado pelo exército vermelho e pelos povos europeus que fizeram a resistência.
De que lado você ficará? O que dirá ao seu filho quando ele quiser saber de que valores precisa para ser um adulto respeitável?
Nelson Mandela, quando foi preso na Africa do Sul e condenado a mais de 20 anos de trabalho forçado por exercer a resistência em defesa da soberania do seu povo, descobriu que "era um símbolo da justiça no tribunal opressor, o representante dos nobres ideais da liberdade, da justiça e democracia numa sociedade que desonrava essas virtudes. Compreendi naquele momento que podia prosseguir a luta dentro da fortaleza do inimigo" (Caminho da Liberdade). Foi assim que se sentiu Lula, quando se deixou sequestrar pela polícia federal. Viu-se fortalecido no seu papel de herói do seu povo, ganhou forças para suportar essa traição do sistema judicial corrompido, ficou abraçado pelos trabalhadores do campo e das cidades, pelos intelectuais nacionais e estrangeiros. A luz que o ilumina vence limites de classe e fronteiras entre nações. Tornou-se o maior símbolo da Paz que o Prêmio Nobel terá de reconhecer!
E você, que está livre, e deve votar para oferecer o seu apoio cidadão? De que lado ficará? Não se trata de uma loteria ou da côr da roupa, é a confirmação do seu valor perante todos, da sua família à toda a humanidade que luta pela sobrevivência e a soberania nacional, perante a sua consciência.
O Brasil tem só dois caminhos: voltar a crescer, corrigindo os erros das nefastas alianças interesseiras, reconstruir os caminhos de apoio às populações mais pobres, à criação de caminhos para desenvolver a educação levando os mais talentosos à formação superior por meio de bolsas de estudo, trazer o atendimento médico a todos os cidadãos, construir habitações condignas para quem está desalojado, reduzir os privilégios dos "tios patinhas e patricinhas" para dar condições de vida aos 200 milhões de brasileiros que trabalham mal remunerados, recuperar as riquezas que o governo Temer ofereceu de bandeja ao imperialismo; ou dobrar mais ainda a espinha, como Temer "et catærva" faz sem esforço (já que gosta de servir ao dono).
O futuro depende de cada voto bem pensado e assumido com consciência de cidadania. Isto significa que você terá de pensar que é responsável pelo caminho do seu próprio desenvolvimento e o da maioria dos que trabalham ou estudam ao seu lado, das crianças e idosos que já viu sofrendo carências, dos que ainda buscam a comida no lixo, dos que diante da violência procuram o suicídio. Do seu voto depende a volta das empresas nacionais - Petrobrás, Embraer, institutos de formação científica etc - (vendidos na feira das vaidades de Temer e seus 40 amigos) para compor o patrimônio dos brasileiros.
Do seu voto depende a realização de referendos populares para restaurar a democracia e aprofundar a organização do Estado "sem portas do cavalo" para funcionários privilegiados perpétuamente, com a recuperação da Justiça, cega mas honrada.
Do seu voto depende o brilho internacional do Brasil alcançado sob a Presidência de Lula que uniu países vizinhos na constituição de uma nova força Latino Americana para vencer centenas de anos da dominação colonial, do desprezo internacional, do roubo permanente pelos ladrões imperiais.
Do seu voto depende o fim da escravidão que assola os paises espezinhados pelo neo-liberalismo que Pinochet introduziu na América do Sul. Compreenda bem o seu papel na História e levante a cabeça porque o futuro depende da coragem de cada um.
Zillah Branco
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
A Humanidade reafirma os seu valores
28/09/18 Portal Vermelho
A humanidade hoje renasce da lama asfixiante do capital, como quando conheceu a ferocidade hedionda e criminosos oportunistas produzidos pelo nazismo na segunda grande guerra. Desperta em alguns, heróicas iniciativas para recuperar os princípios éticos e valores humanistas entorpecidos pela novela aburguesada criada pelo sistema capitalista que tem por meta criar uma torre de dinheiro roubado.
Os trabalhadores das empresas multinacionais na Europa aprendem e se solidarizam com seu colegas de nações mais pobres a fazerem greve exigindo os seus direitos nos países onde semelante "voz do povo" não se ouvia. Até na Alemanha, que impera na União Europeia, os funcionários da Ryanair entraram em greve desorganizando a vida dos "migrantes engravatados" que usam aviões para trabalharem todas as semanas.
No Brasil, como por toda América Latina, depois de conhecidos os efeitos nefastos do neocapitalismo, mulheres e homens, de várias etnias e diferentes credos, abandonam as pequenas ambições egocêntricas e unem esforços para impedir que os repetidores do holocausto nazista voltem a se associar aos que "apenas" recusam perder o conforto luxuoso que os separa das populações trabalhadoras. Uma coisa é ser rico, outra é ser assassino. A direita golpista, que teme a perda do poder para o império fascista, tenta lavar as mãos e a alma ficando, como sempre, no meio do caminho, em cima do muro - um pé cá outro lá, "por cima da rapadura". São os "aliados" de antes, que falam em democracia pensando em como enganar os que são pobres ignorantes, os mesmos que estimularam a invasão da Rússia revolucionária e a destruição do socialismo. Os fariseus de sempre.
São esses covardes que levantaram, através da mídia especialista em "faque news", uma campanha contra as "ditaduras de direita, com Bolsonaro, e de esquerda, com Haddad e Manuela". Exactamente como fizeram os "aliados" durante a segunda guerra, comparando Hitler, defensor do capitalismo e sua elite poderosa, e Stalin que construia o estado socialista com o apoio do seu povo. Naquela época divulgaram as levas de russos que povoaram a Sibéria russa, esquecendo o expurgo dos camponeses e pobres da Inglaterra, França e demais países colonizadores, para as terras do Artico ou os deserto da África para o povoamento das terras alheias. Assim emocionaram um público desinformado omitindo a clara oposição de princípios entre um nazista que destrói o caminho democrático e defende uma elite exploradora, e um revolucionário autoritário que defende a liberdade do povo contra os ataques de todos os oportunistas "aliados".
De jogadores de futebol croatas e seu lider treinador, vitoriosos nos Jogos Mundiais em Moscovo, levanta-se o grito de protesto contra a ignomínia dos atuais políticos que governam um país onde se conheceu a qualidade do sistema socialista e agora desagrega-se na miséria. Oferecem os 23 milhões de dólares conquistados pelo seu valor no desporto para salvar as crianças que hoje morrem na Croácia capitalista amesquinhada. "Escrevo estas linhas por causa da difícil situação da Croácia. A Croácia é o país mais pobre da União Europeia, governado por pessoas más, por por membros de uma organização que já foi declarada criminosa. O povo foi conduzido ao abismo, à miséria, milhões de pessoas abandonaram a sua pátria nos últimos 20 anos", escreveu o treinador Ziatko Dalic.
Das Igrejas - que foram capazes de se unirem a uma só voz no Brasil - surge a condenação da vergonhosa adesão ao candidado fascista por militantes imperialistas "neopentescostais" (os mesmos que promoveram o ato que enlameou o Parlamento para abrir caminho aos traidores da pátria no desempenho do papel desprezível de destruir, com um empeachment, um governo que arrastava penosamente o caminho de libertação popular introduzido por Lula, amarrado em alianças para agradar a ricos e médios oportunistas do capital).
Hoje, a partir da consciência do que é fundamental na luta, todos os grupos que combatem a exploração e os preconceitos - de género, de origem étnica, de opções pessoais na vida, de vulnerabilidade física por idade ou carências várias - e mesmo aqueles que divergem na formulação intelectual dos problemas que o povo enfrenta mas reconhecem que a luta tem só dois lados antagónicos, dos partidos de esquerda que mantêm debates históricos, da grande maioria dos que enfrentam o sofrimento da vida e percebem que outros ainda sofrem mais - criou-se a unidade dos brasileiros de bem!
E, neste final de campanha, surge a imagem de "Stedille é Lula, Haddad e Manuela" em um abraço que revoluciona o Brasil unindo os camponeses aos intelectuais e trabalhadores democráticos na luta em defesa da integridade nacional.
Afinal, a gente boa e humanizada no Brasil é a maioria. O difícil é levar as informações corretas a todos eles e apagar as marcas medievais que produzem os medos, deixadas pela mídia rica e reacionária. A Europa está de olho e até torcendo para que vençam Haddad e Manuela, simbolos da unidade da esquerda, para fortalecer os que no mundo rejeitam o fascismo de Trump que também ameaça a estabilidade do velho continente.
Repete-se, em parte, a atitude dos "aliados" que precisaram do Exército Vermelho para derrotar Hitler, mas mantiveram a Guerra Fria até bloquear a Pátria do socialismo na década de 90. Não previram que a Revolução Russa deixaria as sementes que fortalecem os povos na luta pela sua emancipação. Assim é o movimento dialectico na História.
Zillah Branco
Assinar:
Postagens (Atom)