sábado, 17 de novembro de 2018

O Imperialismo vai nú


Zillah Branco
Publicado em OLado Oculto


O Imperialismo serviu-se, primeiro, da nação norte-americana. Ai forjava-se a democracia entrosada com o desenvolvimento industrial. Mas, a expansão do sistema capitalista privilegiou a propriedade privada dos bens de produção e do capital, o domínio da organização social para favorecer uma elite e explorar os trabalhadores, e o mercado interno e internacional para acumular os lucros.

Durante todo o século XX, confundiu-se o Império com a nação que tem o nome globalizante do continente, Estados Unidos da América - EUA. A partir da Grande Guerra, o Império pretendeu englobar sob o seu controle os países da Europa. Foram os encontros em Bilderberg onde o FMI "assessorou" o que veio a ser a Comunidade Econômica Europeia - CEE.

Mas, já existia um bloco socialista, a União Soviética, que era contrário aos princípios individualistas do poder e da apropriação capitalista dos recursos sociais que deveriam beneficiar democraticamente todo o povo. Diante da ameaça expansionista da Alemanha fascista, os "aliados" europeus e os EUA viram-se forçados a recorrer ao exército Vermelho, da URSS, para vencer o inimigo, o que bloqueou a expansão imperialista que já se iniciara por via das relações financeiras e do mercado externo.

A partir de então os europeus decidiram criar uma organização dos Estados Unidos da Europa, a União Europeia - UE - capaz de defender os países capitalistas do continente diante da cobiça dos EUA enquanto império. Estavam unidos pelo mesmo sistema capitalista, mas independentes. Eram aliados e, para combater o socialismo que atraia todos os povos que se viam explorados e colonizados, e as forças de esquerda nos países europeus que despertavam o interesse dos que defendiam a classe oprimida nas suas nações, deram início à guerra fria para minar o sistema socialista. Consolidaram os laços que os unia ideológicamente contra o inimigo comum, mantendo-se independentes (com o FMI colado à Troika e ao Banco Central).

Conseguiram na década de 90, fazendo uso das modernas tecnologias aplicadas à comunicação social exercer uma forte pressão sobre o comportamento e a formação mental das populações que acreditaram ter um sistema de ensino, saúde e previdência social justo, como preconizava o socialismo da URSS, além de uma legislação do trabalho, sem perceberem que tudo isso estava sob o controle do Estado com os orçamentos que a elite aprovava segundo os seus próprios interesses de classe.

A comunicação social, servindo-se das palavras religiosas medievais que impunham a
submissão dos mais pobres aos mais ricos, dos menos instruidos aos que podem fazer cursos superiores, convenceram os povos de que deveriam aceitar o comando das elites e as restrições impostas pelo Estado por ela dirigido, como uma fatalidade, recebendo os
benefícios de um incipiente serviço social acompanhado por leis relativas ao trabalho, mas sempre e quando os patrões aprovavam

Durante todo o século XX, os partidos de esquerda lutaram por conquistas graduais de benefícios sociais e as elites foram mudando a sua linguagem autoritária de "donos do poder" para parecerem democráticos e humanistas através de pequenas concessões que aliviam a miséria da classe explorada mas não permitem a sua ascenção social e económica de acordo com a sua capacidade de produção.

Cresceram as diferenças entre os povos de países ricos e pobres, e dos considerados desenvolvidos e os subdesenvolvidos (que passaram a ser referidos como "em desenvolvimento", para disfarçar a miséria real). No entanto, tais cedências, mesmo pequenas, reduzem os lucros e ameaçam o poder que o sistema capitalista quer aumentado. E sem alcançar os lucros pretendidos, o sistema capitalista entrou em crise, os bancos quebraram, as empresas financeiras decretaram falência levando de roldão as poupanças que uma classe média, de pequenos proprietários, perdesse o que guardara para a velhice.

A contradição de um sistema planeado para aumentar o capital nas mãos de uma elite com uma distribuição de rendimentos democrática, para promover o desenvolvimento das nações e satisfazer as necessidades do povo, é insuperável. Os Impérios passaram a usar a força para destruir os Estados democráticos ou as forças políticas que resistem para que a crise não atinja os trabalhadores e suas famílias.

Organizam não apenas uma mídia hegemónica para divulgar mentiras que convençam a população a se sacrificar pelo país, mas forças militares e policiais para invadirem nações e provocarem o exodo de milhões de refugiados (como foi feito pela NATO no Oriente Médio e na África, e agora na América Latina - AL) ou, como tem ocorrido nos países latino-americanos e africanos, ou da Indonésia, invadirem residências, escolas, manifestações populares. Financiam e estimulam a formação de grupos terroristas para desestabilizarem sociedades tranquilas e exercerem a prática de crimes, distribuição de drogas, exploração sexual, pedofilia, corrupção de funcionários do Estado e das empresas de serviços públicos. Criam uma cultura perniciosa que fomenta o egoismo e a alienação social, multiplicam os filmes e shows com cenas de violência e falta de pudor que corrompem a educação familiar.

Mais recentemente, passaram a implantar departamentos junto aos governos para "assessorar o planeamento económico e social", "formar os responsáveis pela segurança pública" e "estabelecer as condições para recuperar as finanças à custa da austeridade popular", abrindo às portas para a privatização da saude e do ensino, enquanto reduzem os orçamentos dos sistema públicos, provocando desemprego, cortes salariais, de modo a minar as instituições democráticas responsáveis pelo Estado Social e o sistema judicial e de segurança nas nações que, assim, perdem a sua soberania e são desorganizadas por um caos social incontrolável.

Minam as instituições democráticas que ainda existem para poderem eleger como Presidentes pessoas incapazes e perversas que acabam com a justiça e impõem a ordem ditatorial correspondendo ao desejo desesperado de eleitores insatisfeitos com a vida caótica que é fomentado pelas "fake news" repetidas através da moderna tecnologia virtual manipulada pela mídia global e religiões medievalistas.

Hoje o Imperialismo norte-americano utiliza abertamente as forças militares e de inteligência fiscal dos EUA, nesses departamentos de "assessoria" aos governos fracos, ou envolvem os militares da Europa através da NATO e de acordos com os países que pertencem a UE, para invadir países do Oriente Médio e da África, e provoca distúrbios nos vários continentes vitimados pelo subdesenvolvimento resultante da velha colonização europeia.  Começa a oferecer até aos governos de nações europeias o sistema, (usado junto aos paises em desenvolvimento) de "assessoria" a partir do FBI, CIA, DEA, que ficam implantados como virus dentro dos Estados. A missão desses "assessores", dos apregoados "empreendedores", além de invadirem o sistema nacional é de produzirem planos de desenvolvimento económico e social que imponha a dependência em relação ao Império que vai usufruir da decadência implantada às nações de todo o mundo. Este é o pretendido remédio para a crise de um sistema falido - o caos globalizado.

Este quadro foi desvendado no Brasil onde um governo democrático como o do PT (Partido dos Trabalhadores), fez grandes transformações benéficas ao povo e ao desenvolvimento nacional criando condições para o seu fortalecimento a nível internacional, mas foi minado pelas "assessorias" norte-americanas que se infiltraram como células cancerígenas destruindo o tecido político do país,

O modelo de Presidente para servir a este nefasto papel de destruidor dos Estados modernos é o de uma personalidade paranóica, com ambição de poder absoluto, sem qualquer princípio ético e humanista, frio e calculador, servidor de um comando como o dos bonecos de ventríloquos, absolutamente desumanizado. Assim é Trump nos EUA e Bolsonaro no Brasil, e outros que vão a caminho mas ainda têm algum antídoto europeu.

***
O LADO OCULTO
ANTÍDOTO PARA A PROPAGANDA GOBAL
   

O IMPERIALISMO VAI NU

 2018-11-16
Sem palavras
Zillah Branco, especial para O Lado Oculto
O Imperialismo serviu-se, primeiro, da nação norte-americana. Ai forjava-se a democracia
entrosada com o desenvolvimento industrial. Mas a expansão do sistema capitalista
privilegiou a propriedade privada dos bens de produção e do capital, o domínio da
organização social para favorecer uma elite e explorar os trabalhadores, e o mercado
interno e internacional para acumular os lucros.
Durante todo o século XX confundiu-se o Império com a nação que tem o nome
globalizante do continente, Estados Unidos da América - EUA. A partir da Segunda Grande Guerra,
o Império pretendeu englobar sob o seu controlo os países da Europa. Foram os
encontros em Bilderberg, onde o FMI "assessorou" o que veio a ser a Comunidade
Económica Europeia - CEE.
Mas já existia um bloco socialista, a União Soviética, que era contrário aos princípios
individualistas do poder e da apropriação capitalista dos recursos sociais, que deveriam
beneficiar democraticamente todo o povo. Diante da ameaça expansionista da Alemanha
fascista, os "aliados" europeus e os EUA viram-se forçados a recorrer ao Exército
Vermelho da URSS para vencer o inimigo, o que bloqueou a expansão imperialista que
já se iniciara por via das relações financeiras e do mercado externo.
A partir de então, os europeus decidiram criar uma organização dos Estados Unidos da
Europa, a União Europeia - UE - capaz de defender os países capitalistas do continente
diante da cobiça dos EUA enquanto império. Estavam unidos pelo mesmo sistema
capitalista, mas independentes. Eram aliados e, para combater o socialismo que atraía
todos os povos que se viam explorados e colonizados, e as forças de esquerda nos
países europeus que despertavam o interesse dos que defendiam a classe oprimida nas
suas nações, deram início à guerra fria para minar o sistema socialista. Consolidaram os
laços que os unia ideologicamente contra o inimigo comum, mantendo-se independentes.
O comando das elites
Conseguiram na década de 90, fazendo uso das modernas tecnologias aplicadas à
comunicação social, exercer uma forte pressão sobre o comportamento e a formação
mental das populações que acreditaram ter um sistema de ensino, saúde e previdência
social justo, como preconizava o socialismo da URSS, além de uma legislação do
trabalho, sem perceberem que tudo isso estava sob o controle do Estado com os
orçamentos que a elite aprovava segundo os seus próprios interesses de classe.
A comunicação social, servindo-se das palavras religiosas medievais que impunham a
submissão dos mais pobres aos mais ricos, dos menos instruídos aos que podem fazer
cursos superiores, convenceram os povos de que deveriam aceitar o comando das elites
e as restrições impostas pelo Estado por elas dirigido, como uma fatalidade, recebendo os
benefícios de um incipiente serviço social acompanhado por leis relativas ao trabalho,
mas sempre e quando os patrões aprovavam
Durante todo o século XX, os partidos de esquerda lutaram por conquistas graduais de
benefícios sociais e as elites foram mudando a sua linguagem autoritária de "donos do
poder" para parecerem democráticos e humanistas através de pequenas concessões que
aliviam a miséria da classe explorada mas não permitem a sua ascensão social e
económica de acordo com a sua capacidade de produção.
Cresceram as diferenças entre os povos de países ricos e pobres, e dos considerados
desenvolvidos e os subdesenvolvidos (que passaram a ser referidos como "em
desenvolvimento", para disfarçar a miséria real). No entanto, tais cedências, mesmo
pequenas, reduzem os lucros e ameaçam o poder que o sistema capitalista quer
aumentado. E sem alcançar os lucros pretendidos, o sistema capitalista entrou em crise,
os bancos faliram, as empresas financeiras decretaram falência levando de roldão as
poupanças, fazendo com que uma classe média, de pequenos proprietários, perdesse o que guardara
para a velhice.
Comunicação social e militarização
A contradição de um sistema planeado para aumentar o capital nas mãos de uma elite
com uma distribuição de rendimentos democrática, para promover o desenvolvimento das
nações e satisfazer as necessidades do povo, é insuperável. Os impérios passaram a
usar a força para destruir os Estados democráticos ou as forças políticas que resistem
para que a crise não atinja os trabalhadores e suas famílias.
Organizam não apenas os media hegemónicos para divulgar mentiras que convençam a
população a  sacrificar-se pelo país, mas forças militares e policiais para invadirem nações
e provocarem o êxodo de milhões de refugiados (como foi feito pela NATO no Médio Oriente, em África e agora na América Latina - AL); ou, como tem acontecido nos países
latino-americanos e africanos, ou na Indonésia, para invadirem residências, escolas, reprimirem
manifestações populares. Financiam e estimulam a formação de grupos terroristas para
desestabilizarem sociedades tranquilas e exercerem a prática de crimes, distribuição de
drogas, exploração sexual, pedofilia, corrupção de funcionários do Estado e das
empresas de serviços públicos. Criam uma cultura perniciosa que fomenta o egoísmo e a
alienação social, multiplicam os filmes e shows com cenas de violência e falta de pudor
que corrompem a educação familiar.
Mais recentemente, passaram a implantar departamentos junto dos governos para
assessorar o planeamento económico e social, formar os responsáveis pela
segurança pública e estabelecer as condições para recuperar as finanças à custa
da austeridade popular, abrindo às portas para a privatização da saúde e do ensino,
enquanto reduzem os orçamentos dos sistema públicos, provocando desemprego, cortes
salariais, de modo a minar as instituições democráticas responsáveis pelo Estado Social e
o sistema judicial e de segurança nas nações que, assim, perdem a sua soberania e são
desorganizadas por um caos social incontrolável.
"Assessorias" do FMI
Minam as instituições democráticas que ainda existem para poderem eleger, como
presidentes, pessoas incapazes e perversas que acabam com a justiça e impõem a ordem
ditatorial, correspondendo ao desejo desesperado de eleitores insatisfeitos com a vida
caótica, que é fomentado pelas "fake news" repetidas através da moderna tecnologia
virtual manipulada pelos media globais e por religiões medievalistas.
Hoje o imperialismo norte-americano utiliza abertamente as forças militares e de
inteligência fiscal dos EUA nesses departamentos de "assessoria" aos governos fracos,
ou envolvem os militares da Europa, através da NATO e de acordos com os países que
pertencem à UE, para invadir países do Médio Oriente e de África; e provoca distúrbios
nos vários continentes vitimados pelo subdesenvolvimento resultante da velha
colonização europeia. Começa a oferecer, até aos governos de nações europeias, o
sistema (usado junto aos países em desenvolvimento) de "assessoria" a partir do FBI,
CIA, DEA, que ficam implantados como virus dentro dos Estados. A missão desses
"assessores", dos apregoados "empreendedores", além de invadirem o sistema
nacional é a de produzirem planos de desenvolvimento económico e social que imponham a
dependência em relação ao Império, que vai usufruir da decadência implantada às nações
de todo o mundo. Este é o pretendido remédio para a crise de um sistema falido - o caos
globalizado.
Este quadro foi desvendado no Brasil, onde um governo democrático como o do PT
(Partido dos Trabalhadores), fez grandes transformações benéficas ao povo e ao
desenvolvimento nacional criando condições para o seu fortalecimento a nível
internacional, mas foi minado pelas "assessorias" norte-americanas que se infiltraram,
como células cancerígenas, destruindo o tecido político do país,
O modelo de presidente para servir a este nefasto papel de destruidor dos Estados
modernos é o de uma personalidade paranóica, com ambição de poder absoluto, sem
qualquer princípio ético e humanista, frio e calculista, servidor de um comando como bonecos de ventríloquos, absolutamente desumanizado. Assim são Trump nos EUA e
Bolsonaro no Brasil, e outros que vão a caminho mas ainda têm algum antídoto europeu.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Separar o joio do trigo



Este velho ditado popular não perde atualidade. No calor da luta, nos debates, até na conversa do dia-dia, a emoção tende a superar a razão e quebra um relacionamento saudável. Respiramos fundo para recuperar a objetividade da razão e aguentar a desrazão de alguns.

Agora vamos levantando provas de manipulações de consciências através da mídia ou de uma elite política imperial especialista em "fake news" e denúncias arbitrárias sem qualquer fundamentação científica e histórica.

Porquê foi difundido o anti-comunismo, se foi o exército soviético, portanto de paises comunistas, que destruiu a ameaça fascista de Hitler que esmagava a Europa?

Porquê sequestrar Lula que deu a sua vida sofrida e heróica para implantar a democracia no Brasil, um país rico e com um dos maiores índices de desigualdade social do mundo?

Porquê generalizar para a Igreja Evangélica e todos seus membros, a ação de uma linha política que foi criada nos Estados Unidos para manipular a informação e a técnica discursiva de pastores que alimentam o ódio e não o amor ao falarem de Jesús?

Bolsonaro cuida, ele mesmo, da sua imagem onde aparece mais joio que trigo: quando sorrindo ameaça com armas a multidão, quando diz "eu não te estupro porque você não merece", quando diz que os 30 mil presos políticos torturados durante o período de ditadura militar no Brasil deviam ter sido mortos", quando elogia o monstro torturador -Ustra - como se fosse uma pessoa respeitável -, quando usa e abusa das "fake news" até ser proibido pelo Tribunal Eleitoral por falsear a campanha eleitoral, quando ensina uma criancinha a pegar na arma para matar, quando condena todos os que têm diferentes opções sexuais, quando se opõe à liberdade de expressão e à democracia que permitirá a igualdade de condições de vida para todos os cidadãos no Brasil, quando ameaça fechar o STF se não o obedecer. É, visivelmente, um desequilibrado violento.

Não ha nada de respeitável, de sinal de dignidade, na história divulgada sobre a vida de Bolsonaro. A mídia brasileira já divulgou esta triste verdade de quem ha 20 anos é deputado federal no Congresso e apresentou dois únicos projetos até hoje. Foi um deputado inútil para o Brasil, que ocupou um lugar no poder e aproveitou para colocar os seus filhos e amigos em lugares semelhantes, como se o Estado fosse um cabide de empregos. Portanto foi e continua sendo, pela manipulação eleitoral denunciada pela Folha de São Paulo, um corrupto.

Mas, a propósito da Igreja Evangélica existem muitas contradições, algumas de apoio aos desempregados e desesperados como missão cristã, outras de utilização da confiança e da fé dos seus membros para organizar movimentos políticos e promover a propaganda de Bolsonaro que - sendo desequilibrado e violento, como tem mostrado em público - levaria o Brasil ao atraso, à miséria, à servidão e à perda da independência nacional.

Há pastores que defendem a Igreja e condenam o mau uso que estão fazendo dela, mas ainda não conseguiram impor a palavra de Deus como modelo pastoral. A história da Igreja Evangélica deve ser estudada em todas as suas faces históricas e explicadas as diferenças entre os vários nomes com que aparece por todo o mundo, para que as que estão sob o controle político que foi estabelecido nos Estados Unidos para "usar" os seus adeptos como "robôs" de uma mensagem falsa e interesseira, não poluam as demais.

A pergunta que fica é: qual a Igreja do Bispo Macedo, dono da rádio Record e Bandeirantes, o mesmo que explicou na TV em Portugal que exigia aos seus genros que "fossem esterilizados antes do casamento, para não correrem o risco de produzirem filhos com problemas estéticos ou de saúde". Dessa forma, ele explicou publicamente, que foram a Portugal buscar crianças no orfanato para serem seus netos (como se os comprasse no supermercado, o que deu início a um processo criminal na justiça portuguesa). Nem procurou saber se as crianças tinham ou não as suas mães ainda vivas e sem recursos para os educar os filhos em suas casa. Um crime hediondo, desumano, semelhante ao do tráfico de crianças que se difundiu pelo mundo com objetivos de comércio de pequenos escravos ou de órgãos. Ou qual é a Igreja de Silas Malafaia, e a de José Wellington Costa, que também como o Bispo Macedo, seguidores do pastor Billy Graham que criou o "Internet Evangelism Coalition" em 1999 e colaborou para eleger Trump nos Estados Unidos?

Certamente há muitas perguntas a serem feitas sobre os pastores que destilam ódio com palavras bíblicas ou em nome de Jesús, mas isto deverá ser feito pelos membros de cada Igreja para que não permita que manipulem as suas consciências em nome de Deus. Hoje está provada a campanha que distribui "fake news" através de canais da internet e "watts App", responsável pela eleição de Trump como Presidente dos Estados Unidos e aplicada através de Bolsonaro para alterar a eleição a seu favor. Utilizaram parte da Igreja Evangélica assim como de associações, de grupos ou mesmo de famílias, para conduzír o eleitos como se fosse gado. Abusaram da confiança ingênua, de boa fé, dos seguidores da palavra de Jesús. Isto é perdoável?

Uma das medidas tomadas no Governo Lula foi a criação de Universidades e o apoio à todas as crianças para que tivessem acesso às escolas, desde o curso primário até o universitário. Para isso promoveu a alimentação escolar e passou a conceder bolsas de estudo para os alunos que quisessem seguir os cursos superiores. O caminho foi aberto por Haddad quando Ministro da Educação para que todo o cidadão brasileiro pudesse desenvolver os conhecimentos e a consciência para não ser tratado como ignorante pelos autores de "fake news" e ameaçados com autoritarismo em nome de Deus. Este é o melhor caminho para afastar os maus elementos que usam o poder ou a imagem de "pastores" para impor a sua vontade às "ovelhas".

A democracia verdadeira respeita a liberdade de expressão e de crença dos cidadãos. Sejam donos da própria consciência para não se tornarem escravos de oportunistas.

Zillah Branco

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O combate ao fascismo exige coragem e dignidade




O povo brasileiro tem aprendido muito nesta campanha eleitoral. Um verdadeiro curso superior de ciência política com mestrado em "traços culturais e história nacional", para poder superar os atrasos que há mais de 300 anos o Estado, desenhado pelas oligarquias latifundiárias e os neo-liberais que passaram pelo Governo Federal, mantem para  conservar uma desigualdade social e económica das mais altas no mundo.

Os que nesta campanha eleitoral enfrentaram a luta, deram passos gigantescos no entendimento das matérias, uns para compreender os discursos de intelectuais e políticos de esquerda e outros para traduzirem o jargão acadêmico e respeitarem o idioma popular. Este é um extraordinário acordo que aproxima estratos sociais diferentes. Ultrapassa a gramática, entra na capacidade de compreender o que é táctica e estratégia na campanha popular pela democracia, une as realidades dos doutores e dos analfabetos e obriga a ter uma paciência de santo para conversar com os que ficam em cima do muro ou que papagueiam os ensinamentos da TV ou das missas profanas da Igreja/Partido pentecostal.

Não é fácil, principalmente porque a média oficial divulga uma enxurrada de "fake news" e a direita fascista de Bolsonaro utiliza todas as formas de agressão verbal e física chegando à tortura e ao assassinato. Em pouco tempo foram contabilizados 60 ataques nas ruas, em nome de Bolsonaro e seu vice (general da ala militar considerada "linha dura" da antiga ditadura de 64), com um morto na Bahia e uma jovem, em Portalegre, que teve gravada com canivete uma cruz suástica no corpo por usar um símbolo da democracia na camiseta, alem de tentativas de atropelamento nas ruas das cidades maiores e ameaças de morte a um professor da Faculdade de Arquitetura. Até a Globo sentiu-se forçada a dar algumas notícias sobre a violência bolsonarista.

Os mais velhos têm a memória do ódio e do medo que o Brasil sofreu entre1964 a 1985, quando conquistou o direito a votar para os órgãos de governo. Até hoje sofremos com o relato das torturas e assassinatos praticados impunemente durante 21 anos nos calabouços da Polícia política. Muitos ainda recordam os sustos com os cercos policiais nas universidades, as invasões domiciliares para procurar foragidos, as corridas nas ruas para escapar à cavalaria no centro das cidades, o medo de que as crianças fossem raptadas para servirem aos chantagistas como forma de pressão contra os pais. Tudo isso agora é trazido por Bolsonaro e seu vice, para destruir a democracia que Lula começara a consolidar nos poucos anos de governo que construiu e para revogar as conquistas iniciais que elevavam o nível de formação dos trabalhadores, que permitiam acesso aos cuidados médicos e aos cursos universitários a todas as etnias que compõem o povo brasileiro, que combatia a fome e as terríveis desigualdades sociais e económicas existente em um país rico, que desenvolvia uma economia nacional que servia de lastro para manter a soberania respeitada mundialmente.

Mesmo os que nasceram depois do final (aparente) da ditadura, quando a violência ficou sob a responsabilidade de grupos de bandidos e traficantes de drogas ligados ao exterior, perceberam que a liberdade de vida e de expressão das próprias idéias, está em causa. Daí a adesão aos  inúmeros debates sobre democracia, representação de classes sociais, defesa de associações populares, o fortalecimento dos sindicatos, os conceitos humanistas que  devem ser exigidos a quem exerce a política em representação popular, a história nacional. Haddad tem participado sempre que a média convida os candidatos para debaterem os seus programas, mas Bolsonaro recusa alegando os problemas de saúde. Até mesmo na TV Bandeirante, que pertence ao Bispo Macedo da Igreja Evangélica, Haddad foi e Bolsonaro fugiu. O seu vice, General Mourão, já declarou que estará presente na posse do Presidente eleito em representação de Bolsonaro que terá de sofrer nova intervenção cirúrgica em Janeiro de 2019. Estará tudo programado pela velha ditadura com o aval eleitoral. Veremos o resultado no dia 28 deste mês.

No primeiro turno eleitoral a direita tradicional, o centrão, ficou totalmente desmoralizada, vencida pelo exibicionismo de violência, petulância e ódio, do seu parceiro extremado. Com o orgulho ferido os candidatos vaidosos que perderam foram espairecer em Paris. Assim fez Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes. Outros, talvez sem dinheiro para o exilio de luxo, ficaram em cima do muro (que já tinha os que se abstiveram de votar, uns 30 milhões de almas penadas). Mesmo ficando claro que os candidatos perdedores têm um ego que contraria a dignidade e o patriotismo, exige-se muito estomago e paciência convidá-los a participar da luta popular. Mas será preciso, pois eles têm que descer do muro e escolher se ficam contra o Brasil democrático ou a favor de uma ditadura fascista que fará a Nação retroceder dezenas de anos.

As formas de corrupção usadas pelo imperialismo para inventar o golpe de Temer agora secam. Os corruptos, além de perderem os dolares vão perder os empregos no Estado e as mordomias do poder. Muitos vão para Miami correndo o risco de ficarem na fronteira como imigrantes indesejáveis. E aí? De que lado ficam? Façam de conta, pelo menos, que têm dignidade e que, modestamente, colaboram com o que consideraram a "ralé" democrática do seu país. Os lutadores de sempre, democratas de verdade, não os tratarão como covardes. Ficarão estóicamente ao lado, rememorando no rico vocabulário dos pobres, e dando um sorriso discreto.

O perfil heróico de Lula ilumina os seus defensores com o elevado sentido de honra, de solidariedade humana, de modéstia, de integridade, de compreensão da História que modela com egoismo os setores mais beneficiados da sociedade. Tal como outros heróis mundiais - Gandhi, Mandela, Amilcar Cabral, Fidel Castro, Chaves e Maduro, Evo Morales, e tantos outros - Lula aceitou a prisão para permanecer junto ao seu povo afirmando que não praticaria o suicídio, como Getúlio em 1954, e seria apenas "um pensamento" na luta eleitoral.

A sua figura atingiu a dimensão de um mito, com a grandeza que poucos governantes alcançam, um modelo humanista exemplar. Nasceu pobre, passou fome, emigrou do nordeste árido para São Paulo com os irmãos e a mãe - que conseguia sustentar a família como empregada doméstica. Mandou-os para a escola e formou com dignidade a cabeça inteligente de Lula que cresceu estudando a realidade que o envolvia e buscando explicações teóricas junto aos intelectuais democráticos no movimento sindical.

Assim foi formado o melhor Presidente que o Brasil já teve. Por isso mesmo é perseguido pelos golpistas e sequestrado por um sistema judicial corrompido.

Zillah Branco

sábado, 13 de outubro de 2018

Fascismo avança empurrado pela comunicação

Zillah Branco, 
especial para O Lado Oculto
Ao conhecermos Haddad na sua trajectória durante o governo Lula no Brasil ficámos impressionados com a formação cultural que tem, a partir da educação familiar com o respeito pelos valores éticos e de sociabilidade, com um casamento feliz porque baseado no respeito mútuo que alimenta o amor, e com vários cursos universitários que reuniram o conhecimento das leis e da administração pública a uma permanente consulta aos trabalhadores e aos que sofrem discriminações por diferentes preconceitos. Este devia ser o curso básico de qualquer governante em qualquer país.
Nelson Mandela, com uma origem tão diferente, coincide no geral com Haddad. Não sendo comunista, procurou conhecer a doutrina que os ativistas daquele partido de esquerda praticavam para somar-se à sua luta contra a opressão; sendo negro buscou compreender os brancos, os indianos, para compreender os laços que existiam entre as comunidades e as etnias no combate à opressão.
Hoje Mandela é homenageado na ONU por todos, inclusive pelo Presidente de Portugal, pelas qualidades superiores daquele líder africano. Talvez isto ocorra porque já morreu, mas o que gravamos é o elogio às qualidades, muitas das quais são idênticas às de Fernando Haddad.
No entanto, os media internacionais desvirtuam as informações sobre a luta contra o golpe e o fascismo no Brasil com as suas habituais "fake news" e as suas montagens de cenários novelescos a que se prestam corruptos personagens (como tem feito a TV em Portugal e no Brasil).
Não é de admirar que a "boca e o cérebro" do sistema do capital condenem Fernando Haddad (do PT) e Manuela d'Avila (do PC do B) que fraternalmente uniram os seus camaradas numa luta desenvolvida através de todo o extenso território brasileiro, para contactar todos os grupos sociais e conhecer os seus problemas reais. A elite poderosa do capital é antagónica em relação aos princípios democráticos que defendem a igualdade de condições de vida para toda a população, pois que a verdadeira democracia só será possível aplicando a riqueza da produção nacional no desenvolvimento social e económico, e não na acumulação bancária.
O papel das organizações religiosas
Os media alternativos que se desenvolvem militantemente no Brasil, e com a solidariedade possível à esquerda, conseguem divulgar a verdade que orgulha os lutadores em todo o mundo. Muitos líderes estrangeiros têm dado o seu apoio a esta luta - que tem como herói o ex-Presidente Lula, sequestrado pelos polícias do golpe de Temer que calaram o sistema judicial para eliminar a honra do Estado - e permitem aos vários canais de comunicação, que já se expandem na Europa e no mundo como "antídoto às fake news", uma nova proposta de convívio entre pessoas de bem para corrigir as armas de uma elite poderosa que valoriza apenas o poder desumano e retrógrado do dinheiro.
A influência da CIA sobre os media globais deteriora a formação cultural das populações e estupidifica as novas gerações, que são privadas de um ensino adequado para seres humanos positivos e de uma base cultural humanística. Instauraram uma formação de autistas ou de alienados capazes de seguir os piores exemplos dos filmes terroristas que se multiplicaram nos últimos anos.
O exemplo de isenção ideológica, na América Latina, tem sido dado pelas igrejas cristãs, unidas às que têm crenças diferentes (de acordo com as histórias dos seus povos), e pelas mensagens do Papa e de tantas personalidades respeitáveis de várias nações.
E de organismos da ONU. É um apoio benéfico à luta que o povo brasileiro desenvolveu nestas eleições pelo regresso a um governo democrático.
Mas a Igreja Evangélica, criada nos Estados Unidos como braço do imperialismo, transformou os actos de culto em comícios para promover o fascismo e conduzir os cidadãos mais desamparados e sem formação social ao combate à esquerda, recorrendo aos velhos preconceitos anti-revolucionários do tempo de Hitler. Dessa forma, o candidato da velha ditadura, o terrorista Bolsonaro, alcançou 46% dos votos.
Haddad e Manuela, com 29% dos votos receberão agora o apoio de Ciro Gomes e Guilherme Boulos, que se aproxima de 13%, e farão uma campanha de esclarecimento popular orientada pela herança das presidências de Lula, com o objectivo de reduzir as abstenções e clarificar as dúvidas de uma camada jovem que não conheceu a ditadura e embarcou nas falsas promessas de Bolsonaro e do Partido/Igreja Evangélica.
Do centro-direita onde se posicionam Geraldo Alckmin e outros perdedores também poderá sair um significativo número de votos de antifascistas que antes aderiram ao golpe.
É difícil prever o que vai acontecer na segunda volta, mesmo com a possibilidade de vitória da democracia, pois a ditadura com Bolsonaro à cabeça apenas tenta ser eleita para evitar a necessidade de usar a força. Será necessário um apoio internacional para que o fascismo não tenha hipóteses de regressar através de uma ditadura mascarada.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Democracia, Já!

Pubicado no Portal Vermelho 
08/10/18

Saudosa memória da imensa manifestação "DIRETAS,JÁ!" que meteu no fundo da gaveta da História a ditadura fascista de 64! Mas precisamos lembrar que a geração de novos eleitores, que agora votaram, eram bebês ou crianças naquela época.

Esta juventude talvez não saiba o que é fascismo, mas eles e elas que agora votam, devem ter ouvido falar em repressão, perda de liberdade, invasão de casas familiares e escolas, prisões e torturas, assassinatos de militantes democratas, comunistas e petistas, ou mesmo alguns membros do PMDB que lutavam contra a ditadura. Este horror que dominou o Brasil por 21 anos é o programa que o ex-capitão Bolsonaro defende para ocupar o lugar de Presidente do Brasil. Ele é a ponta de lança da ditadura retrógrada.

Os apoiantes de Haddad e Manuela consideram uma necessidade urgente a de lutarem para que a ditadura, com Bolsonaro, NUNCA MAIS VOLTE AO NOSSO PAÍS!. Por isso apelam a cada uma e a cada um dos eleitores para que pensem com o cérebro e o coração na responsabilidade que temos de limpar o Brasil dos crimes do golpe que anulou a democracia, destruiu o sistema de Justiça, vendeu as riquezas nacionais a troco de bananas, congelou os orçamentos da saúde, do ensino, da segurança social, entregou a polícia federal aos subalternos da CIA que organizaram o governo golpista de Temer.

Porque Lula é o nosso herói? Porque é um brasileiro representante da maioria dos brasileiros nascido na miséria, passou fome quando criança, fez-se homem com a ajuda de familares, começou a trabalhar ainda criança, cultivou a honra inspirado no exemplo da sua mãe, formou-se na vida de trabalho como sindicalista para ajudar os demais companheiros de vida e de luta. Vejam o filme que está na internet (sobre a História de vida de Lula).

Pelas suas qualidades aprendeu a pensar na organização da sua pátria sem desigualdades, foi eleito Presidente da República por mérito próprio. Revelou-se um estadista reconhecido em todo o mundo - na Europa rica, nos Estados Unidos, na América Latina e Caribe, na África e na Ásia. Recebeu elogios da ONU, a qual passou a levar os seus planos aplicados no Brasil para combater a fome em países mais pobres - com a Bolsa Família - na criação de bolsas de estudo para que os mais pobres pudessem estudar e contribuir com a sua inteligência no desenvolvimento das ciências, da arte, das técnicas a nível superior, - na efectiva expansão do SUS (sistema universal de saúde) e da segurança social, no aumento do salário mínimo nacional, na ligação da reforma agrária com a alimentação escolar, no controle dos preços da alimentação básica, no transporte público, na irrigação das zonas secas do país, na construção de casas financiadas pelos bancos com prestações compatíveis com o rendimento familiar, na canalização de água e energia elétrica domiciliar. Não teve tempo para corrigir todas as maldades provocadas por governantes de famílias oligárquicas que há 300 anos impediram o desenvolvimento de uma nação rica e povoada por bons cidadãos, que são escravisados pelos impérios colonizadores e recolhem as riquezas nos bancos privados.

O mundo inteiro tem sido vitimado pela ambição de uma elite poderosa que impōe as injustiças do sistema capitalista. Diante dos êxitos alcançados por Lula e outros heróis mundiais, organizaram uma sabotagem financeira para destroçar os países que constroem a sua soberania por processoa históricos inspirados no modelo que as revoluçôes socialistas de mostraram ser possível uma alternativa ao sistema capitalista no século vinte. Assim ocorre com Cuba e Venezuela, para só mencionar os mais próximos.

Nessas tres semanas, a partir de hoje dia 8 de Outubro, temos de despertar todos os eleitores do Brasil para a responsabilidade de conduzirem a pátria ao lado certo da História com o voto na democracia. Não desanimem, acreditem no poder de um povo unido consciente da luta que obrigará o governo a cumprir um projeto de desenvolvimento do povo e da produção nacional para reter as riquesas e afirmar a soberania perante o mundo, de um Brasil progressista!

Zillah Branco