sexta-feira, 28 de setembro de 2018










 Brasil luta pela independência



O Brasil vive momentos de profundas mudanças. Supera as heranças de um passado colonial escravagista e de largo período de domínio estrangeiro. Restou a oligarquia rural que colou no poder nacional com o controle dos agentes financeiros e fortes vínculos, nas áreas industriais e de serviços, com o mercado externo ao serviço do imperialismo.

Com a criação de um Estado republicano e "democrático", a velha oligarquia agrária, apossou-se da República e passou a alternar seus representantes nos sucessivos Governos sempre submissa aos Estados Unidos. Getúlio introduziu o caminho desenvolvimentista criando empresas estatais e a legislação do trabalho. Foi levado ao suicídio por não vencer a pressão externa e da elite oligárquica. Veio o golpe militar com apoio imperialista.

A nascente burguesia que aprendeu a distinguir desenvolvimento de crescimento com a CEPAL(), na defesa nacional contra a ditadura aliou-se aos movimentos populares e lutou pelas suas causas democráticas: liberdade, escola pública, saúde universal, previdência social, legislação trabalhista. A onda democrática minou o poder militar. Do seu partido único ARENA (Aliança Renovadora Nacional) saltou Sarney para o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) da oposição e foi vice de Tancredo Neves na primeira eleição democrática. Tancredo morreu antes da posse deixando o oligárca Sarney como Presidente.

Ulisses Guimarães defendia o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) das tendências neo-capitalistas que cindiram o partido gerando o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Morreu em acidente de avioneta em 1992.

Surge o PT(Partido dos Trabalhadores) como polo de atração para a esquerda desenvolvimentista. Lula trouxe para a luta eleitoral o povo alheio à política elitista. Abriu caminho para a inclusão de todos na vida cidadã e apoiou o empresariado capaz de desenvolver os recursos industriais e o país a nível internacional. E conseguiu. Reduziu os índices de miséria, e promoveu a unidade continental e com outros países. Feriu os interesses hegemônicos imperialistas, representados pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

A elite oligárquica apoiante do PT minou o poder através do controle dos mecanismos financeiros e comerciais, submissa ao mercado global. Impôs o agro-negócio latifundista, as multinacionais sobrepostas à indústria nacional, entregou as instituições sociais do Estado aos privados, destroçou o sistema judiciário e deu novo golpe.

O passo a ser dado agora para eleger novo Governo é a união das esquerdas em defesa de uma plataforma para dar voz ao povo, recuperar as riquezas minerais e geopolíticas alienadas pelos golpistas, cortar o caminho do neo-liberalismo oposto ao desenvolvimento das forças produtivas e à soberania nacional, sem cair nas armadilhas das alianças espúrias.

Zillah Branco

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