terça-feira, 27 de agosto de 2013

A paz no mundo está por um fio


 


Os Estados Unidos afundam a sua população na crise produzida pelo sistema financeiro que controla a política nacional, desvendando uma crescente miséria da classe média, cuja cultura tem sido moldada pela mídia a serviço dos desmandos imperiais. Famílias inteiras perdem os empregos e as casas, passando a viver dentro dos seus carros. A Califórnia passa de um desastre climático para outro sem capacidade para sequer proteger a vida dos habitantes.


O democrata Obama traiu os seus eleitores que esperavam que um negro ao vencer o preconceito racial representaria o lado humanista dos norte-americanos que lutam pela paz e os direitos humanos, desde que apresentou um discurso a favor da guerra ao receber o prêmio Nobel da Paz que ficou para sempre desprestigiado.

Em busca de mercado para as indústrias de armas e de produtos químicos e farmacêuticos, repetem a mesma falsa acusação (reconhecida pelas autoridades norte- americanas) utilizada para explicar a injustificável destruição do Iraque, agora contra a Síria. Ao mesmo tempo, a Otan bombardeia o Afeganistão e a CIA provoca conflitos no Egito, na Turquia e em países africanos.

Os casos de jovens e mesmo crianças tornados assassinos pela cultura orientada no fomento da violência e da loucura social pelos canais de televisão como a FOX e outros, além dos jogos criminosos que alienam o ser humano negando a capacidade de amar e respeitar os seus semelhantes, marcam a sociedade norte-americana como uma fábrica de robôs para servirem à escalada assassina do império.

Na Europa, o FMI impõe o empobrecimento da Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália para favorecer a centralização da capacidade de produção econômica nos aliados ricos, especialmente Alemanha e Inglaterra. Comete visíveis erros de análise que provoca desemprego e prejuízos sociais incontroláveis e reconhece as falhas, visíveis até para personalidades mais cultas da direita, afirmando que repetiria os mesmos erros se necessário. As informações veiculadas pela Troica (Banco Cerntral Europeu, FMI e Comissão Europeia) através de governos submissos nos países mais pobres, são de tal maneira mentirosas e indefensáveis que a mídia começa a revelar a realidade que as populações organizadas por sindicatos e associações sociais apresentam nas manifestações cada vez maiores contra a destruição da democracia, o crescente desemprego, a fome que assola famílias e prejudica o crescimento das crianças, os suicídios e casos de loucura. Com o pretexto de pagar as dívidas, enriquecem os setores financeiros e destroem o país.

Na Alemanha cresce a composição neonazista com uma mistura de discursos nacionalistas e radicais que confunde jovens de diferentes tendências diante do desespero que destrói qualquer esperança de vida equilibrada. É um rastilho que aparece um pouco por todos os demais países, como ocorreu sob a liderança de Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Grandes manifestações em todas as nações, pela Paz Mundial, serão uma barreira ao caminho que tem sido preparado e anunciado pelo Imperialismo que não poderá ter êxito nesta marcha destruidora sem os soldados que são cidadãos normais. A humanidade é mais forte que a elite criminosa que ocupa os cargos de poder assegurados pelo sistema que está falido.

Zillah Branco é cientista social, militante comunista, colaboradora do Vermelho e integrante do Conselho do Cebrapaz




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