quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Presidente de todos os portugueses



A promoção de futuros candidatos aos cargos governamentais pelos órgãos de comunicação social em Portugal corresponde a um recurso próprio de uma ditadura. Se não de nível nacional, então internacional. É o que se tem assistido há vários anos em que, por indicação do Clube de Bildemberg e depois dos organismos não eleitos da União Europeia, foram promovidos a comentadores de TV vários candidatos a Primeiro Ministro e agora a Presidente da República, políticos do PSD e do PS. Criaram um perfil calcado em Salazar ao qual os candidatos adaptam-se com maior ou menor simpatia pessoal. Nessa função, vêm a público com a cartilha do modelo mediático debater com um experimentado jornalista as notícias políticas e futebolísticas de maior projeção para " formarem à opinião pública". Adquirem técnicas de debate, adotam posturas de especialistas nas matérias, exibem sorrisos simpáticos de compreensão e expressōes de força na defesa de princípios morais, conquistam o público que não tem outro modelo para comparar, habituam os eleitores a desejarem nos cargos públicos aqueles "bons alunos" que fizeram o exaustivo e bem remunerado curso.

Entre muitos, aí estão pelo menos dois que transitam no momento dando opiniões indiretamente para indicar o candidato mediático: Sócrates e Guterres criam o ambiente para o candidato Marcelo Rebelo de Souza. O primeiro está amarrado a um processo judicial ligado às confusões do sistema financeiro, o segundo passeia o seu ar de figura beata internacional, revelando que a Europa está "em cima de um precipício" e ele quer descansar. O candidato à Presidência da República que expande simpatia a torto e a direito, abraçando populares e piscando à esquerda como se fossem os velhos amigos de direita.

Para cumprir com eficiência a função de preparar e lançar candidatos aos altos postos governamentais, a média, sobretudo a TV, reduziram as informações diárias ás questões prioritárias para a formação de uma consciência mediocre do eleitorado: o futebol e suas poderosas esferas de poder e o turísmo como a meta nacional para agradar ricos visitantes deste pobre país. A mentalidade derivada de tal escola será inevitavelmente alheia á realidade que os portugueses vivem e sofrem, e moldada na subserviência de quem oferece aos ricos "as belezas que Deus lhes deu" como último recurso para quem nasceu condenado a ser pobre.

Assim é preparada a eleição presidencial para substituir Cavaco e Silva, com o aluno brilhante da TV dando sequência ao caminho que levou a Europa ao "precipício", segundo o emissário Guterres. Dez outros canditatos competem em campanhas junto ao povo um pouco por todo o lado do território, descobrindo uma realidade adversa que convém conhecer para não ficar nas nuvens do Palácio de São Bento.

Dentre eles destaca-se Edgar Silva que nasceu dentro da realidade em que vive o povo português. Para poder adquirir uma formação mais sólida seguiu, como tantos meninos pobres, a carreira de padre que o convidava a fazer o bem. Formou-se em teologia e em muitas matérias das ciências sociais que explicam a história da humanidade onde a luta pelo poder e a ganância do dinheiro são os grandes obstáculos ao normal desenvolvimento dos cidadãos. Na busca de um coletivo que luta por um mundo melhor descobriu que o PCP é o partido que tem por meta defender os homens e mulheres que sofrem o peso da miséria e combater a desigualdade social imposta por uma elite ainda poderosa.

Edgar Silva enquanto padre criou um projeto de escola para as crianças que sobrevivem nas ruas sem proteção familiar ou do Estado. Conquistou a solidariedade de outros padres mas não da instituição clerical. Aderiu à militância comunista para expandir os seus projetos de ação social destacando-se na Ilha da Madeira pela sua capacidade de luta em defesa de um povo que se fortaleça para desenvolver Portugal como uma nação próspera e com igualdade de recursos para todos os cidadãos.

Entre todos os canditados que, em contato com o povo nas ruas ou em entrevistas à comunicação social, esforçam-se por mostrar as qualidades que têm para bem desempenhar a função de Presidente de todos os portugueses, Edgar Silva apenas revela que estudou a fundo a história da humanidade mas também a Constituição Nacional, que estabelece o âmbito da ação presidencial em Portugal, e que lhe permitirá abordar a vasta gama das questões sociais de uma realidade que conhece desde o berço em que nasceu, pelos bairros pobres em que cresceu e investigou, com fé na humanidade e com os recursos das ciências sociais ao longo de toda a sua vida.

Pela primeira vez em Portugal surge um candidato à Presidência da República que foi formado na realidade social nacional - o primeiro curso de cidadania - adquiriu conhecimentos científicos e humanistas e alimentou a vontade de ser útil à sociedade com o enquadramento institucional que a Constituição democrática produzida pelas conquistas de Abril estabelece. É um representante do povo que cresceu na busca intransigente dos caminhos mais adequados para levar a maioria dos portugueses a alcançar melhores condições de vida, e a aplicar a inteligência e a vontade de modo a valorizar Portugal entre todas as nações.

Zillah Branco

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