domingo, 11 de dezembro de 2016

Cuba é socialista e soberana


A pequena ilha de Cuba venceu a miséria e o imperialismo, liderada por Fidel Castro e sua equipe de revolucionários que se multiplicou desde as primeiras ações de luta contra a ditadura de Batista, passando de um grupo a um povo.

Os revolucionários venceram uma ditadura que mantinha a miséria e o domínio de empresários de bordéis, sob a tutela dos Estados Unidos, que faziam da ilha um lugar de turismo, de exploração criminosa da população e da prática de corrupção e fraudes financeiras.

Enfrentaram a grande tarefa de limpar o país de todas as instituições que eram controladas pelo imperialismo e de reconstruir a pátria de heróis - como Maceo e Marti - e tantos outros que morreram na defesa intransigente dos valores éticos da história de um povo trabalhador e da soberania nacional. Mudaram tudo o que devia ser mudado abrindo as portas à Revolução e ao Socialismo.

Como referiu José Reinaldo do PCdoB através do portal Vermelho (01/12/16) citando Fidel:

"Revolução é sentido do momento histórico; é mudar tudo o que deve ser mudado; é igualdade e liberdade plenas; é ser tratado e tratar os demais como seres humanos; é emancipar-se por nós mesmos e com nossos próprios esforços; é desafiar poderosas forças dominantes dentro e fora do âmbito social e nacional; é defender valores nos quais se crê ao preço de qualquer sacrifício; é modéstia, desinteresse, altruísmo, solidariedade e heroísmo; é lutar com audácia, inteligência e realismo; é não mentir jamais nem violar princípios éticos; é convicção profunda de que não existe força no mundo capaz de esmagar a força da vontade e as idéias".

Esta reconstrução da Pátria cubana só foi possivel porque o povo aceitou os sacrifícios da pobreza e trabalhou com coragem e a alegria dos justos na construção das forças produtivas, na produção alimentar, na criação das infra-estruturas para o desenvolvimento nacional, no combate ao analfabetismo e na educação em todos os níveis - cultural, ideológico, científico e artístico - e na proteção social dos cidadãos com habitações, serviços médicos e sanitários, transporte e alimentação básica.

Durante quase 60 anos a ditadura do imperialismo manteve o embargo às relações internacionais com Cuba, e a CIA tentou (sem exito) 638 formas de assassinato de Fidel Castro. Este poder supra nacional foi vencido pelo heróico povo cubano liderado incansavelmente por Fidel e, quando doente, por seu irmão Raul Castro.

O mundo todo percebeu que um povo livre de uma nação soberana, resiste à pobreza e ao assédio assassino de um império que tem pés de barro no sistema de poder das elites que escravizam os que trabalham. O mundo todo percebeu que a ditadura foi a imperialista que promove guerras e corrupções para enfraquecer os povos e dominá- los. O mundo todo percebeu que o que salvou Cuba foi manter-se no sistema socialista dirigida pelo herói revolucionário Fidel Castro. Cuba é Fidel!

A ONU reconhece o exemplar desenvolvimento social de Cuba -  onde os tufões que causam vitimas mortais nos paises vizinhos, inclusive nos ricos Estados Unidos, apenas destroem recursos materiais na ilha onde a solidariedade socialista protege as vidas - que atende a saúde de toda a população, garante a formação escolar gratúita, reduz drásticamente a mortalidade infantil, forma médicos que colaboram com os países que os recebem.

Ao contrário, a pobreza na União Europeia atinge 25 milhões de crianças; cerca de 25,2 milhões de crianças e adolescentes (26,9%), estavam em risco de pobreza ou exclusão social, nos 28 países da União Europeia, percentagem que é superior nos países do Sul afectados pela crise, onde a pobreza e exclusão ameaçam uma em cada três crianças.A estes juntam-se 4,6 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos (20,4%) que se encontravam sem emprego em 2015. De resto, um em cada quatro cidadãos da UE (118 milhões de pessoas ou 23,7%) continuava em risco de pobreza ou exclusão social em 2015.

Esta é a triste realidade do continente mais rico do sistema capitalista.

Zillah Branco

Um comentário:

  1. De acordo, prezada Zilhah. Mas, abordaria outro ângulo da questão da transição, muitas vezes incompreendida mesmo por revolucionários de "longa duração". É que se trata de um país periférico e outrora espoliado pelo imperialismo (mesmo o derrotado). Não há esquema teórico posto na cabeça de alguém que acha que o socialismo cubano (ou ainda chinês) deveria ser assim ou assado. Ora, não mais concebível tal dogmatismo depois de tudo o que a experiência dessa construção nos ensinou.

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