terça-feira, 13 de junho de 2017

A disseminação do ódio



Hoje está fartamente comprovado, através da comunicação social, que o incentivo ao terrorismo tem sido feito pelo imperialismo liderado pelos Estados Unidos e com o apoio de Israel e União Europeia além de nações subordinadas como Arábia Saudita, Qatar e outras que se entusiasmaram com as invasões realizadas pela NATO contra Iraque, Egito, Libia e agora a Síria que tem resistido heróicamente. A mídia serviu de instrumento para culpar "grupos étnicos ou religiosos" aos quais foram entregues armamentos e apoio financeiro pelos paises ricos, mas hoje vê-se obrigada a revelar a estratégia assassina dos poderosos que ocuparam (e ocupam) os papéis de Presidentes daqueles paises.

Trump, na exibição da sua truculência, tem ajudado a revelar todo este crime organizado contra a humanidade na medida em que procura assumir a liderança absoluta do império capitalista. É desbocado, agressivo, temperamental, bruto e autoritário, ao falar com os seus parceiros despertando animosidades pessoais. Juncquer, em nome da União Europeia tentou minimizar a crispação produzida com as ordens dadas por Trump aos governantes das nações associadas, referindo Trump com um mentecápto a quem falaram "devagar e com frases curtas para que pudesse entender", sobre a necessidade de cumprir o Acordo de Paris sobre o clima planetário em perigo. Nada falou sobre a responsabilidade imperial sobre a expansão do terrorismo que hoje invade o território europeu que mantém a NATO, apesar de Trump ter reclamado que a UE não tem pago a manutenção desta ponta de lança do imperialismo. O Clube de Bildemberg convidou seus membros para estudar secretamente uma solução globalizante.

Até a mídia subalterna deixou visível que, para não tocarem no tema principal - a promoção do terrorismo que destruiu várias nações no Oriente Médio e Norte da Africa provocando milhões de mortes e o problema insolúvel da migração desesperada de milhões de foragidos pelo mundo afora - surgiu uma desavença entre a liderança norte-americana e a UE, que foi situada na questão do Acordo de Paris sobre os efeitos da poluição sobre o clima planetário. Este desentendimento permite aos poderosos da UE fazerem campanhas de aparência democrárica que favorecem os sentimentos populares. E, além dessa percepção para os que não se deixam comover com as "boas maneiras e beijinhos a torto e a direito distribuidos às populações europeias", as grandes notícias midiáticas (que superam até o negócio futebolístico) passaram a ser os actos terroristas que se sucedem na França, Bélgica, Inglaterra e Alemanha.

Só não vê a relação entre os financiadores de terrorismo e a vingança dos seus "alunos" sobre as populações europeias (principalmente com a criação do auto proclamado Estado Islâmico, que foi o gato com rabo de fora, depois do Al Qaeda dos amigos de Busch), que a fábrica de terror é o imperialismo não só com os incentivos bélicos e financeiros, mas com a criação de uma psicologia social baseada no ódio e na volúpia patológica dos assassinatos e suicídios. 

Basta percorrer os vários canais com filmes norte-americanos em maioria, a internet, os livros, revistas e jornais, as propagandas em roupas e brinquedos para crianças e jovens, para se ter uma imagem tenebrosa da cultura midiática e publicitária que ha anos domina as sociedades alimentando o ódio, a esperteza dos agressores, o medo dos que permanecem pacíficos, o oportunismo dos que se aliam aos fortes. Será necessário "falar devagar e com frases curtas" (como ensina Juncquer ao tratar com um governante estúpido) com todos os governantes da Europa e dos Estados Unidos? Serão todos mentecáptos ou coniventes com o grave plano assassino imposto à humanidade?

Putim criou uma legislação para punir os que "incentivam o suicídio". É um bom começo mas não resolve a raiz do problema da formação mental negativa que paira sobre a Terra.

O movimento de massas no Brasil tem explicado que na luta social "não existe discurso de ódio, mas sim o discurso da luta de classes". É também o que ocorre em outros países em que os protestos dos trabalhadores, assim como de grupos discriminados - de gênero, étnicos, etc.- se multiplicam e integram-se nas manifestações sindicais que unem os trabalhadores de todas as profissões, incluindo estudantes, professores, médicos, artistas, policiais, que vêm os seus direitos trabalhistas negados e as suas carreiras cortadas. 

Combatem a injustiça social que os governantes não têm capacidade de resolver por se submeterem às contingências criadas pela política financeira e pelos planos neo-capitalistas de domínio multinacional. Protestam contra a destruição dos serviços públicos de carácter social, como a saúde, a previdência, a saúde, a cultura: tornando a educação uma mercadoria, que  visa o vestibular ou um tipo de trabalho servil, uma educação sem perspectivas sociais e que não tem como objetivo oferecer aos jovens uma compreensão mais lúcida e complexa da realidade; criando uma medicina para vender produtos da indústria farmaceutica sem questionar o consumo de alimentos nocivos e as pressões psicológicas que oprimem os cidadãos produzindo doenças; reduzindo as pensões de velhice e aumentando o tempo de trabalho que impedem os idosos de usufruirem de uma velhice desafogada com as merecidas alegrias do descanso e convívio social; criando eventos culturais com objectivos comerciais, de baixa qualidade cultural e dominado pelos sons e luzes que esmagam a sensibilidade humana.

As metas dos governos capitalistas são de teor bancário, nada tem a ver com o desenvolvimento do ser humano. Tudo conflui para o domínio e manipulação dos cidadãos estupidificando-os sob a liderança de uma elite que não tem pejo em aparecer como imbecil, como ladrão, como prepotente, ditadora e criminosa. A margem deixada para os que sobrevivem sem enlouquecer é o medo ou o ódio.

Gratificante é o levantamento dos protestos populares cada vez mais organizados, sobretudo na América Latina onde os povos resistem ao terrorismo-golpista imperial na longa luta de Cuba, da  Venezuela e do Brasil, desde 2002 com Lula, e agora com a exigência de "Diretas Já!" 

Zillah Branco



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