quarta-feira, 14 de junho de 2017

Diretas, Já! Chega de remendos!


Diretas Já! Chega de remendos!


O Estado Brasileiro foi minado pelo neo-liberalismo desde que Meirelles foi apresentado
ao Lula como "grande economista que, apesar de pertenter às hostes do tucanato,
aceitava o programa de desenvolvimento nacional proposto pelo governo PT e iria
assumir a Presidência do Banco Central do Brasil". Logo, o "colaborador que aderiu à
política de esquerda traçada para acabar com a miséria e defender a soberania nacional"
exigiu que o Banco do Brasil se tornasse independente.

Independente do Brasil, do governo popular de Lula, para ser manobrado pelos seus
patrões imperiais da holding norte americana J&F (dona da JBS). Começaram então as
manobras de corrupção que se alastraram como cancer através do Estado e do poder
financeiro produzindo traidores de vários naipes que contaminaram o tecido executivo
nacional até chegar aos dias de hoje, com o usurpador Temer na Presidência da
República (e Meirelles no Ministério da Fazenda) que envergonham os brasileiros de boa
fé e de consciência cidadã.

Esta podridão avassaladora foi percebida pelos trabalhadores e suas famílias em todo o
país, cidades e campos, velhos e jovens, provocando o surgimento de uma Frente
Popular de esquerda, unida e disposta a limpar todas as instituições nacionais das
metásteses provocadas pela doença destruidora.

Diz Luiz Bernardo Pericás: "Será possível construirmos uma frente democrática e popular
de esquerda, com movimentos sociais, partidos e organizações com pautas progressistas,
uma frente que vá além do “Fora Temer” ou “Diretas Já”, por exemplo. O fato é que não
se pode viver de calendário eleitoral. Qualquer um que for eleito pelas normas atuais, seja
quem for, vai fazer coalizões, negociações, acordos. Gostando ou não do Hugo Chávez,
temos de concordar que ele soube aproveitar o momento, utilizando-se de todos os
recursos democráticos reconhecidos internacionalmente, para mudar a constituição,
construir um judiciário e um Supremo, reconstituir e transformar profundamente as forças
armadas. Aqui não se fez nada disso. Sem tirar os méritos de muitas políticas sociais do
PT, os governos petistas beneficiaram a população mais pobre, mas também, ao mesmo
tempo, os bancos, o agronegócio, o sistema financeiro: tentaram agradar a todos. Ou,
pelo menos, as duas pontas: os mais pobres e os mais ricos. Conciliação de classes não
funciona. Está aí algo a aprender com Lênin e a Revolução Russa: não se pode confiar
nos seus inimigos. " (Almanaque Urupês, 28/05/17, reproduzido no Portal Vermelho
28/05/17 por Célia Demarchi).

Marx definiu sem meias palavras, no Manifesto Comunista, que esse sistema dominante
torna o Estado "um comitê para gerir os negócios da burguesia". É o que estamos
assistindo com os roubos e formas de corrupção bilionária e com a destruição das
conquistas populares iniciadas pela campanha Fome Zero, com a integração da
população nas condições de cidadania, com o desenvolvimento da saúde e da educação,
com a aplicação das Leis Trabalhistas, com a confiança nas instituições.
Os bispos da CNBB apontam a falta de ética nos governantes e apoiam as

manifestações, os homens e mulheres ainda conservadores que recordam o retrocesso
civilizatório causado por 21 anos de ditadura exigem democracia, o povo constrói a
unidade entre todas as associações que o representam superando divergências tornadas
secundárias diante da destruição da soberania nacional e do Estado social. As manifestações de protesto nas ruas e a grande greve de Maio reuniram perto de 40
milhões de brasileiros coordenados por lideranças políticas que nascem da luta
empenhados em evitar confitos e desmandos que os provocadores provocam.

A situação agrava-se com a prática da violência policial (somada à violência do
desemprego, dos programas de corte no sistema previdenciário e no desbarato do
patrimônio nacional com a venda da Petrobrás e das terras agrícolas) que a direita impõe
tornando inviável qualquer diálogo.

 O povo unificado define um Plano de Reconstrução
econômico, Social e Político onde não existirão privilégios de elite nem poderes paralelos.

Está preparado para escolher quem os represente. Diretas já!

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